O sonho de contar com Róger Guedes em 2026 chegou ao fim para os gigantes brasileiros? O Al Rayyan (Catar) acionou a cláusula contratual e renovou o vínculo do atacante até junho de 2027. A decisão, noticiada pelo jornalista Fabrizio Romano, joga um balde de água fria em Cruzeiro, Grêmio e Flamengo, que monitoravam a situação do jogador.
A renovação confirma o que já se desenhava nos bastidores: tirar Guedes do Oriente Médio é uma missão financeiramente impossível para o futebol nacional. Com vencimentos estimados entre R$ 4,5 e R$ 5 milhões mensais, o ex-corintiano está em um patamar salarial inatingível até para as SAFs mais ricas.
O “Não” ao Grêmio e o Custo da Operação
O Grêmio foi quem chegou mais perto. O clube gaúcho montou uma operação com investidores para oferecer um salário de R$ 2 milhões e pagar € 10 milhões ao Al Rayyan.
- A Resposta: Os catarianos pediram € 15,5 milhões (quase R$ 100 milhões) e encerraram a conversa renovando o contrato. O recado foi claro: Guedes é o “jogador franquia” do clube, com 31 gols em 39 jogos na temporada.
Cruzeiro: Sondagem e Realidade

No Rio, o nome de Guedes era ventilado como o substituto ideal para Gabigol na gestão do Cruzeiro. No entanto, o custo total da operação (transferência + salários) assustou até o Rubro-Negro e o time de Pedrinho BH.
Apesar da boa relação de Guedes com o técnico Leonardo Jardim, esbarrou na mesma barreira. Pagar R$ 5 milhões por mês a um único jogador quebraria a estrutura financeira da SAF de Pedro Lourenço.
Análise Moon BH: O Abismo Financeiro
A renovação de Róger Guedes é um choque de realidade. Enquanto os clubes brasileiros debatem teto salarial e fair play financeiro, o mercado árabe joga em outra liga. Para Guedes, ficar no Catar significa garantir a independência financeira de várias gerações.
Para os brasileiros, resta buscar alternativas mais viáveis e aceitar que, por enquanto, o talento do camisa 10 continuará brilhando longe dos nossos estádios.