O Atlético colocou um ponto final nas negociações para contratar o atacante colombiano Marino Hinestroza, de 22 anos. E se o torcedor do Cruzeiro imaginou que isso fosse favorecer uma compra por Pedrinho BH, enganou-se. A Raposa também vai abrir mão das negociações.
Após uma análise criteriosa, a diretoria do Galo avaliou que os custos totais envolvidos na transação estavam acima do teto orçamentário, optando por uma decisão estratégica de recuar no negócio.
Já o Cruzeiro, apesar do interesse inicial, optou por não avançar na negociação após avaliar os custos envolvidos e a concorrência de outros clubes.
O interesse inicial em Hinestroza surgiu por seu bom desempenho e versatilidade no ataque. O jogador, que pertence ao Atlético Nacional, da Colômbia, após ser adquirido do Columbus Crew, dos EUA, por cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 7,5 milhões), era visto com bons olhos.
No entanto, um detalhe foi crucial para a complexidade do negócio: o Columbus Crew manteve 50% dos direitos econômicos do atleta, visando lucro em uma venda futura.
Isso significa que, para Cruzeiro e Atlético obterem uma fatia majoritária dos direitos, o investimento seria significativamente maior do que o valor inicial pago pelo clube colombiano. Ao somar os custos de aquisição e a projeção de salários, a diretoria concluiu que a operação extrapolava o planejado.
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Jogador de R$ 50 milhões

O Atlanta pede um valor de 8 milhões de dólares por Marino Hinestroza, algo na casa dos R$ 50 milhões na conversão atual. Para o atual orçamento do Cruzeiro e do Atlético, o valor se tornou alto demais.
Com mais de R$ 100 milhões já aplicados em reforços para 2025, a palavra de ordem na Cidade do Galo agora é “equilíbrio orçamentário”. A diretoria busca evitar comprometer as finanças com mais uma contratação de alto valor, priorizando a saúde financeira do clube.
Diante dos altos valores envolvidos na negociação e da concorrência de outros clubes, o Cruzeiro, que já investiu mais de R$ 200 milhões em contratações neta temporada, também optou por não seguir com a proposta por Hinestroza. A diretoria celeste continua atenta ao mercado em busca de alternativas que se encaixem no perfil técnico e financeiro do clube.
Reforços no Atlético?
A desistência por Hinestroza não significa que o Atlético-MG fechou as portas para novos reforços. Pelo contrário, o clube segue ativo e atento ao mercado, mas com um filtro mais rigoroso.
A prioridade é encontrar um jogador que se encaixe não apenas no perfil técnico e tático desejado pela comissão, mas que também esteja alinhado com a realidade financeira atual do Galo. A busca continua, mas de forma estratégica e consciente.
O no Cruzeiro?
No mesmo sentido, o time de Pedrinho BH segue de olho no mercado em busca de outros jogadores em boa fase que possam ajudar no sonho de garantir o Brasileirão nesta temporada.