HomeEsportesAtléticoAtlético pode chegar à terceira final continental seguida, mas ainda falta transformar...

Atlético pode chegar à terceira final continental seguida, mas ainda falta transformar decisões em títulos

Publicado em

O Atlético entra em campo nesta quarta-feira (21), às 19h, contra o Montevideo City Torque, com a possibilidade de alcançar sua terceira final continental consecutiva. Depois de disputar a decisão da Libertadores em 2024 e da Copa Sul-Americana em 2025, o clube mineiro está a uma classificação de repetir a presença no último jogo de uma competição internacional em 2026. A sequência representa um período de regularidade em torneios eliminatórios, mas também carrega uma questão que acompanha o Galo desde a primeira dessas decisões: os dois títulos anteriores escaparam.

A vitória por 3 a 0 sobre o City Torque, na Arena MRV, colocou a equipe em situação favorável para a partida de volta, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Atlético pode perder por até dois gols de diferença e ainda garantir a classificação. Uma derrota por três gols levará a disputa para os pênaltis, enquanto qualquer vitória, empate ou derrota por diferença inferior também confirma a vaga.

- Publicidade -

A vantagem é expressiva, mas o confronto apresenta uma dificuldade adicional. O técnico Eduardo Domínguez precisará administrar ausências importantes justamente na partida em que o time pode dar continuidade à sequência iniciada em 2024.

De 2024 a 2026, Atlético construiu sequência de decisões internacionais

A primeira final dessa sequência aconteceu em novembro de 2024, quando o Atlético enfrentou o Botafogo pela Libertadores, em Buenos Aires. A derrota por 3 a 1 encerrou uma campanha que havia incluído classificações diante de adversários importantes, como Fluminense e River Plate.

Em 2025, o clube voltou a disputar um título internacional, desta vez na Copa Sul-Americana. A decisão contra o Lanús, da Argentina, terminou empatada sem gols após a prorrogação, e o Atlético perdeu nos pênaltis. A equipe encerrou outra temporada continental entre os finalistas, novamente sem levantar o troféu.

- Publicidade -

Agora, em 2026, o caminho voltou a passar pela Sul-Americana. O Galo liderou seu grupo com dez pontos, eliminou o Red Bull Bragantino e precisou de uma recuperação diante do Santos para continuar na competição.

Depois de perder por 2 a 0 na Vila Belmiro, venceu por 4 a 2 em Belo Horizonte e confirmou a classificação nos pênaltis, com participação decisiva do goleiro Gabriel Delfim.

A diferença entre as três temporadas também importa. O Atlético não está repetindo exatamente o mesmo elenco, a mesma comissão técnica ou o mesmo percurso competitivo. A continuidade aparece na capacidade de permanecer entre os principais candidatos ao título continental, mesmo com mudanças na estrutura da equipe.

- Publicidade -

Atlético perde opções importantes antes do jogo decisivo

A lista de relacionados para enfrentar o City Torque trouxe uma situação particular envolvendo Everson. O goleiro viajou com a delegação para Montevidéu, em fase final de recuperação de uma fratura no pé esquerdo, mas não estará disponível para disputar a partida. Gabriel Delfim continuará como principal alternativa para defender a meta atleticana.

No ataque, a ausência de Thiago Borbas modifica as opções de Domínguez. O uruguaio marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o City Torque, mas sofreu uma lesão na parte posterior da coxa direita e não participará do segundo confronto.

O departamento médico também mantém outros nomes afastados, incluindo Gustavo Scarpa, Ruan Tressoldi e Mateo Cassierra. As ausências reduzem as possibilidades de alteração durante o jogo, especialmente se o adversário conseguir pressionar a defesa atleticana.

As informações foram confirmadas na lista de relacionados divulgada pelo Atlético e detalhada pelo ge, na terça-feira (20).

A boa notícia para o treinador está na distribuição recente dos gols. Na primeira partida, Reinier e Bernard também marcaram, mostrando que o Atlético não depende exclusivamente de um centroavante para transformar suas oportunidades em resultado.

Arena MRV ajudou a construir a vantagem que será defendida no Uruguai

O retrospecto internacional do Atlético em sua casa ajuda a explicar por que o time chega ao segundo jogo em posição favorável. Segundo levantamento divulgado pelo próprio clube, a Arena MRV recebeu 18 partidas internacionais até 15 de outubro, com 15 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

O aproveitamento informado é de 87,03%, com 39 gols marcados e 13 sofridos. O desempenho inclui as campanhas da Libertadores de 2024 e da Sul-Americana de 2025 e 2026, período em que a equipe conseguiu transformar o mando de campo em resultados importantes.

A vitória sobre o City Torque foi mais um exemplo. Diante de 38.020 torcedores, o Atlético abriu três gols de vantagem e reduziu a necessidade de buscar um resultado positivo fora de casa.

Em Montevidéu, porém, a equipe enfrentará outra configuração de jogo. O adversário precisará atacar para tentar recuperar a diferença, enquanto os mineiros poderão administrar o placar agregado sem necessariamente assumir os mesmos riscos ofensivos da partida em Belo Horizonte.

Terceira final pode confirmar regularidade, mas o título segue pendente

Uma nova classificação colocará o Atlético em posição de disputar mais uma taça continental, desta vez na final marcada para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.

O Moon BH já mostrou que o clube também pode alcançar uma marca inédita entre os vice-campeões da Sul-Americana: voltar à final imediatamente depois de perder uma decisão. A possível sequência de três finais continentais, por sua vez, oferece uma perspectiva mais ampla sobre o desempenho do Galo desde 2024.

As duas marcas medem dimensões diferentes da trajetória atleticana. Uma reconhece a persistência dentro da mesma competição; a outra revela a capacidade de continuar chegando a decisões internacionais em temporadas sucessivas.

O passo seguinte dependerá do confronto com o City Torque. Se confirmar a vantagem, o Atlético terá novamente a oportunidade de encerrar a diferença entre chegar perto do título e conquistá-lo.

- Publicidade -
Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.