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Atlético hoje: só um resultado garante a permanência do Galo na Sul-Americana

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O Atlético entra em campo na noite desta quarta-feira, 27, com um único propósito: vencer a partida contra o Puerto Cabello, ou dar como encerrada sua participação na competição Sul-Americana. O Moon BH apurou que Eduardo Domínguez tem duas armas para usar na partida e não pretende deixar uma vida fácil aos opositores.

Bernard e Renan Lodi serão usados como peças chave na partida por motivos distintos. Enquanto Bernard era tido como um jogador questionado até até algumas semanas, hoje ele vem se mostrando um nome cada vez mais decisivo em momentos importantes para o Galo.

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Já Lodi é uma das surpresas do ano e pode contribuir para o sucesso da partida, que garante os pontos necessários para seguir. Veja como está o grupo:

Como o Grupo B chega à última rodada

PosiçãoTimePontos
Puerto Cabello7
Cienciano7
Atlético Mineiro7
Juventud6

O resultado não é animador pra o time de Rubens Menin por que vacilou em casa. O Puerto Cabello lidera pelo critério de confronto direto. O Cienciano aparece em segundo pelo mesmo critério. O Atlético está em terceiro, apesar de ter saldo geral melhor que os dois. Isso porque a Conmebol mudou as regras em 2026: o confronto direto passou a ser o primeiro critério de desempate — antes do saldo geral.

O Galo não pode se agarrar ao saldo. O que manda primeiro é o histórico específico contra cada adversário empatado em pontos.
Os dois jogos da última rodada acontecem no mesmo horário: Atlético x Puerto Cabello, na Arena MRV, e Cienciano x Juventud, no Peru.

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O que cada resultado significa para o Atlético

Se vencer: classificado direto para as oitavas. Com 10 pontos, o Galo avança independente do resultado do outro jogo. Não precisa olhar para o Peru. Faz sua parte e está nas oitavas.

Se empatar: eliminado. Com 8 pontos, o Puerto Cabello ficaria à frente no confronto direto e o Atlético não teria como alcançar posição útil. Na prática, empate tem o mesmo efeito de derrota.

Se perder: eliminado. Com 7 pontos, o Galo não teria caminho matemático. O Puerto chegaria a 10, e Cienciano ou Juventud também ultrapassariam sem dificuldade.

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O recado é simples: só a vitória serve.

Por que o Puerto Cabello não é adversário fácil

Olhar para os 7 pontos do Puerto Cabello e imaginar um adversário fraco seria um erro grave.

Scarpa em joga da Sul-Americana no Atlético
Scarpa no Galo – Foto: Pedro Souza / Atlético

O time venezuelano lidera o grupo justamente porque fez pontos contra todo mundo. Venceu o Atlético por 2 a 1 em Valencia, na primeira rodada. Naquela noite de estreia, o Galo saiu derrotado na Venezuela e começou a campanha na Sul-Americana pelo pior caminho possível.

Ou seja: o Atlético não enfrenta um adversário decorativo. Enfrenta o time que, neste momento, está acima dele no grupo — e que já mostrou que sabe vencer fora de casa.

A boa notícia é que o Galo joga no Mineirão — perdão, na Arena MRV. A pressão da torcida é um fator real, mas só funciona se o time entrar comprometido desde o primeiro minuto.

Bernard e Renan Lodi como peças centrais

O Atlético chegou a esta rodada decisiva graças à virada de chave na rodada anterior. A vitória por 2 a 0 sobre o Cienciano, com gols de Renan Lodi e Bernard, tirou o time da lanterna e recolocou o Galo na briga pelo primeiro lugar.

Esse jogo mudou o semestre continental do clube.

Agora, Bernard chega como personagem importante da decisão. O meia marcou contra o Cienciano e começou a mudar a percepção sobre seu papel no elenco. Em um jogo que exige criatividade dentro da área, frieza no último passe e capacidade de aparecer em momentos decisivos, ele pode ser mais útil do que em partidas de transição longa.

Renan Lodi também é peça-chave. Contra o Cienciano, os dois gols saíram de ações pelo lado direito com Cuello cruzando e jogadores atacando a segunda trave. Se o Atlético conseguir inverter e encontrar Lodi em espaço aberto, o Puerto Cabello será obrigado a defender a largura do campo — e isso abre corredor para meias e volantes chegarem de trás.

O risco de acelerar demais

A tentação natural em um jogo decisivo é apertar o acelerador desde o apito inicial. Mas esse caminho tem armadilha.

Rafael Menin e Eduardo Dominguez
Rafael Menin e Eduardo Dominguez em treino do Galo – Foto: Pedro Souza / Atlético

Se o Atlético subir demais e perder a bola em zonas perigosas, abre espaço para o Puerto Cabello explorar exatamente o contra-ataque que o time venezuelano sabe fazer. Laterais e volantes não podem subir todos ao mesmo tempo sem cobertura.

O ideal é intensidade com organização. Pressionar a saída de bola do adversário, ocupar o campo ofensivo e transformar a Arena MRV em ambiente de sufoco — mas sem se desmontar se o gol não sair nos primeiros minutos.

Um 2 a 0 seria o resultado mais confortável. Um 1 a 0 classifica, mas mantém o jogo aberto até o fim. Qualquer vitória serve. O Atlético não precisa de goleada.

Análise do Moon BH: O clube chega em um momento de tensão, por que há todo um contexto fora de campo. As crises da diretoria e uma saída conturbada de Hulk dão pressão para o clube seguir na competição. Se for eliminado, a pressão ficará insustentável na diretoria, visto que o andamento do Brasileirão também não está bom.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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