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Atlético define o perfil do sucessor de Hulk e se vai contratar “medalhão” agora

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A saída de Hulk encerra uma era no Atlético-MG e obriga a diretoria a enfrentar um dos maiores desafios desde a implementação da SAF: encontrar um substituto para a sua maior referência técnica. No entanto, nos bastidores da Cidade do Galo, o foco atual não está em um nome específico, mas na definição de um perfil rigoroso que atenda às exigências do técnico Eduardo Domínguez e à nova realidade financeira do clube.

Mobilidade sobre o nome: o que Domínguez quer

Diferente do estilo de Hulk, que centralizava as ações ofensivas pela força física e liderança, o Atlético agora busca “individualidade”. Em análise técnica realizada pelo Moon BH, via Sofascore, observa-se que o setor ofensivo do Galo teve a maior rotatividade do elenco em 2026, porém com o menor índice de eficiência em finalizações.

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Eduardo Domínguez já sinalizou que não busca um centroavante estático. O objetivo é um atacante móvel, capaz de vencer duelos de um contra um e atacar a profundidade. O treinador testou diversas peças como Reinier, Bernard e Cassierra, mas ainda não encontrou a solução que ofereça a agressividade necessária para furar bloqueios defensivos intensos.

A lógica da SAF: pé no chão e foco nos juros

Foto: Pedro Souza / Atlético

Embora o torcedor espere um “medalhão” para ocupar o vácuo deixado pelo ídolo, o cenário econômico impõe cautela. O Moon BH consultou o balanço financeiro da SAF, que aponta um direcionamento estratégico claro: o aporte recente de R$ 500 milhões tem como prioridade a quitação de dívidas bancárias e a redução drástica do pagamento de juros.

Em 2025, o Atlético desembolsou cerca de R$ 250 milhões apenas em encargos financeiros. A projeção para 2026 é reduzir esse peso para R$ 140 milhões. Essa “limpeza” no fluxo de caixa permite que o clube vá ao mercado, mas impede loucuras financeiras por jogadores de marketing. A busca, portanto, concentra-se em atletas entre 23 e 28 anos, preferencialmente do mercado sul-americano, que ofereçam vigor físico e potencial de revenda futura.

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O “X” da questão: funcionalidade vs. vitrine

O Moon BH verificou no Transfermarkt que os últimos alvos do clube, como Lucas Assadi e Kevin Lomónaco, seguem essa linha de jogadores com margem de crescimento. Substituir Hulk não é apenas repor gols, mas sim encontrar um jogador que faça o coletivo de Domínguez funcionar melhor. O próximo reforço precisará acelerar as transições e abrir espaços para que peças como Gustavo Scarpa e Victor Hugo possam ser mais decisivas na armação.

O Atlético parece inclinado a buscar um atacante que entregue intensidade defensiva e profundidade, características que faltaram em alguns momentos da atual temporada. É uma escolha que prioriza o campo em detrimento da bilheteria imediata.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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