O Atlético-MG transformou o clássico deste sábado (2) contra o Cruzeiro em uma autêntica tábua de salvação após ser atropelado pelo Flamengo. O time está pressionado pela crise extracampo envolvendo o atacante Hulk, além do flerte perigoso com a zona de rebaixamento do Brasileirão. Por isso, o técnico Eduardo Domínguez acionou o modo de sobrevivência. Assim, tenta evitar um colapso total no Mineirão.
A força-tarefa e o choque de realidade no Brasileirão
A estratégia da comissão técnica evidencia o tamanho do estrago causado pela última goleada. Domínguez não apenas preservou boa parte dos titulares da desgastante viagem a Cusco pela Sul-Americana. Ele também permaneceu em Belo Horizonte para comandar pessoalmente os treinos da equipe principal. Em seguida, ele foi se juntar à delegação no Peru.
O ambiente na Arena MRV é tenso. O Galo entra na 14ª rodada com a mesma pontuação da equipe que abre o Z4, o Santos, com 14 pontos. Esse é um cenário crítico na tabela de classificação do Brasileirão.
Para piorar a carga emocional, a preparação ocorre em meio à turbulência do futuro de Hulk — preservado para não estourar o limite de 12 jogos no campeonato e seguir negociável — e à sombra do trauma pela recente perda do Campeonato Mineiro justamente para o maior rival.
O diagnóstico tático: Virtudes verticais e fantasmas na área
Apesar da crise, o Atlético possui uma base tática capaz de competir no clássico se recuperar a estabilidade emocional. Nos melhores momentos em abril, a equipe se mostrou letal nas transições rápidas pelos lados do campo. Principalmente, explorando a verticalidade de Cuello e as infiltrações de Victor Hugo.

O calcanhar de Aquiles, no entanto, é o velho fantasma da ineficiência e a desatenção na bola aérea. O Galo é um time que sofre de ansiedade ofensiva: cria muito volume. Entretanto, peca na finalização, deixando a partida aberta para ser punido na própria área de defesa.
O XI ideal e o termômetro do clássico
Diante da necessidade de recompor a confiança em tempo recorde, não há espaço para testes no Mineirão. Na prancheta tática, a escalação ideal para o Atlético bater de frente com o Cruzeiro se desenha da seguinte forma:
- Defesa: Everson; Natanael, Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi.
- Meio-campo: Alan Franco, Tomás Pérez e Victor Hugo.
- Ataque: Cuello, Dudu e Reinier.
A grande cartada dessa formação é a escolha de Lyanco. Em um jogo com temperatura máxima, a agressividade e a imposição física do zagueiro são fundamentais para vencer os duelos individuais. Dessa forma, Vitor Hugo fica como opção no banco. Na frente, se a panela de pressão extracampo não explodir, Hulk continua sendo a peça de maior peso técnico para decidir.
O nível de apreensão nos bastidores alvinegros hoje bate o nível 8 em uma escala de 10. O clássico no Mineirão, às 21h (com transmissão do SporTV e Premiere), não vale apenas três pontos. Para o Atlético, é o teste definitivo para provar que a goleada carioca foi um desastre pontual. Ou seja, não a fotografia de um time em ruínas.
Veja as notícias sobre o Atlético-MG, hoje, aqui.