O futuro de Hulk longe da Arena MRV ganhou contornos que prometem ser definitivos. O Fluminense deve apresentar uma proposta de contrato híbrido até 2027, enquanto o Atlético-MG estuda abrir mão da multa rescisória em troca de um rígido acordo de confidencialidade para liberar o atacante, garantindo o silêncio do ídolo e estancando a crise institucional.
O pacote tricolor e o novo papel tático
A investida carioca ataca exatamente o ponto que fraturou a relação de Hulk com a cúpula da SAF. Enquanto o Galo acenava com uma renovação focada em ações comerciais (e até um documentário de despedida), o Fluminense entregou um projeto puramente esportivo e de protagonismo.
O Tricolor garantiu um vínculo fixo de dois anos, sem cláusulas de renovação automática. O modelo salarial é híbrido: prevê um piso fixo, que será turbinado por metas esportivas alcançadas e pesados bônus ligados a ações de marketing.
Na prancheta do técnico Zubeldía, o camisa 7 não ficará preso como um centroavante isolado. O esquema com dois atacantes permite que ele atue quase como um “camisa 10” móvel, com liberdade para flutuar, atacar de frente e explorar seu potente chute de média distância.
O alívio na folha: Por que o Atlético aceitaria liberar?

A liberação de Hulk não é apenas uma derrota técnica; é um movimento contábil da SAF. Para não inviabilizar a transferência no mercado interno, o Atlético cortou o atacante do jogo contra o Flamengo. Com isso, evitou que ele completasse sua 13ª partida, seguindo as regras de transferência do Regulamento Geral de Competições (RGC) no portal oficial da CBF.
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O peso financeiro do camisa 7 definiu a postura da diretoria alvinegra. Hulk possui, de longe, o maior custo mensal do elenco atleticano.
Estudos internos do clube mostraram que, mesmo com um eventual corte de 30% em uma hipotética renovação, ele ainda seria o atleta mais bem pago da Cidade do Galo. Diante da crise técnica que assola o time de Eduardo Domínguez, a diretoria entendeu que a saída do craque é a única forma de abrir espaço na folha. Assim, será possível buscar os zagueiros e volantes que a equipe desesperadamente precisa para julho.
O legado e o buraco deixado no ataque alvinegro
Mesmo aos 39 anos e vivendo um jejum de gols em 2026, Hulk segue como o jogador com mais participações diretas do Galo na temporada (cinco gols e três assistências). O declínio recente tem mais a ver com o colapso tático da equipe e a crise interna do que com falta de talento.
O que o Atlético perde para o mercado carioca é uma verdadeira máquina de produtividade histórica:
- 2021: 36 gols e 12 assistências.
- 2022: 29 gols e 5 assistências.
- 2023: 30 gols e 14 assistências.
- 2024: 19 gols e 13 assistências.
- 2025: 21 gols e 9 assistências.
No total, o ídolo deixa uma marca de 310 jogos, 140 gols e oito títulos oficiais com a camisa alvinegra. O Atlético perde seu maior símbolo moderno, mas ganha a margem financeira necessária para tentar salvar um ano que já beira o colapso.
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