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Santos mira jogador que Cuca não queria vender no Atlético

O Santos tem interesse em Rubens para a janela do meio do ano, e a relação com Cuca ajuda a explicar por que o nome surgiu. No Atlético, o lateral era tratado como peça útil justamente por entregar mais de uma função, e o técnico deixou claro em 2025 que a saída o preocupava. Agora, no Dínamo de Moscou, o cenário é outro: contrato longo, status de titular e operação naturalmente cara para o padrão do futebol brasileiro.

O tamanho da conta hoje

Rubens tem valor de mercado atual de 8 milhões de euros — acima dos 6 milhões quando deixou o Atlético rumo à Rússia, em julho de 2025. A transferência para o Dínamo foi fechada entre 10 e 12 milhões de euros, conforme registramos na época, o que ajuda a explicar por que uma volta ao Brasil não seria simples nem barata.

No salário, estimativas públicas colocam o lateral em torno de £ 988 mil por ano no clube russo — algo na faixa de R$ 560 mil por mês pelo câmbio atual. Valor alto para um jogador de composição, mas ainda abaixo dos maiores contratos do futebol nacional. É justamente aí que a conta do Santos começa a pesar: não basta convencer o clube russo, seria preciso montar uma folha compatível com esse padrão.

Por que Cuca gosta tanto dele e não queria vendê-lo no Atlético

Foto: Pedro Souza – Atlético

Rubens não é o lateral clássico preso na linha. É um canhoto de 1,78 m que pode atuar como lateral-esquerdo, ala, volante e até meia pelo lado. Foi esse pacote que fez Cuca valorizá-lo no Atlético: velocidade, capacidade de marcação, chegada ao meio e leitura para ocupar espaços diferentes durante o jogo. O treinador chegou a ironizar a venda dele, quando foi demitido.

Na prática, ele é útil para técnicos que gostam de mexer no desenho sem trocar peças. Pode começar aberto e fechar como terceiro homem de meio, sustentar um lado inteiro como ala ou ajudar na pressão sem bola. Para um elenco que precisa de soluções mais funcionais do que midiáticas, Rubens oferece versatilidade real — não improviso vazio.

Onde ele caberia no Santos

No Santos, o encaixe seria claro. Cuca poderia usar Rubens como lateral-esquerdo em linha de quatro, como ala em sistema com três zagueiros ou até como volante de saída curta. Isso aumenta o valor tático da operação: uma única contratação resolveria mais de um problema.

O obstáculo é menos técnico e mais financeiro. Rubens tem contrato com o Dínamo até junho de 2030 e hoje não parece um ativo fácil de ser liberado. O clube russo não tem pressão para negociar, e o Santos precisaria apresentar proposta relevante para sequer abrir conversa.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.