O Atlético-MG iniciou fevereiro de 2026 com o departamento médico sendo o centro das atenções na Cidade do Galo. Se por um lado a torcida comemora a evolução impressionante do capitão Lyanco, que já realiza corridas em esteira antigravitacional após romper o tendão de Aquiles em outubro passado, por outro, o técnico Jorge Sampaoli perdeu uma peça fundamental para o equilíbrio do meio-campo: o volante Alexsander.
Alexsander sofreu uma ruptura total do ligamento colateral medial (LCM) do joelho esquerdo no jogo contra o Pouso Alegre. O clube optou por um tratamento conservador, sem cirurgia, mas o prazo de retorno é amargo: a expectativa é que o jogador só esteja à disposição em abril. É a segunda lesão grave do jovem no joelho em menos de seis meses, o que acende o sinal amarelo para o controle de carga da comissão técnica.
Lyanco antecipa prazos e mira retorno em março
A grande notícia positiva é a recuperação do zagueiro Lyanco. Inicialmente previsto para um retorno mais tardio, o defensor de 29 anos tem demonstrado uma resposta clínica acima da média. Ao utilizar a tecnologia da esteira antigravitacional — que reduz o peso corporal e o impacto no tendão operado —, Lyanco já projeta estar em campo no próximo mês.

Enquanto o capitão não volta, Sampaoli tem improvisado a zaga com Junior Alonso e o recém-chegado Ruan (ex-São Paulo). A volta de Lyanco é tratada como o “reforço do ano”, já que ele é o pilar de liderança e o responsável por ditar a linha alta defensiva exigida pelo treinador argentino.
O “fantasma” de 2025: O Atlético aprendeu a lição?
O histórico de lesões no Atlético em 2025 foi pesado, com 37 ocorrências registradas ao longo do ano. Nomes como Caio Maia e Cadu perderam quase toda a temporada passada, forçando o clube a investir pesado em infraestrutura médica e tecnologia de recuperação (como câmara hiperbárica e análise bioquímica via GPS).
Em 2026, o objetivo de Rodrigo Lasmar e sua equipe é reduzir esses números em 50%. No entanto, as baixas de Alexsander e Lyanco mostram que, em um calendário de 75 jogos, o risco é inerente. O “algo a mais” para Sampaoli agora é gerir nomes como Patrick, que já foi liberado pelo DM mas segue fora das listas para evitar novos picos de esforço em um físico que ainda inspira cuidados.