A novela disciplinar que agitou a Cidade do Galo chegou ao fim nesta segunda-feira (2). O Atlético-MG decidiu reintegrar o meia Mateus Iseppe ao elenco profissional, encerrando um período de tensão que envolveu multa, afastamento e treinos em separado. A “joia” da base, blindada por uma multa rescisória astronômica de € 60 milhões (R$ 372,9 milhões), recebeu o “perdão” da diretoria e da comissão técnica de Jorge Sampaoli após cumprir o castigo por um ato de indisciplina.
O Cronômetro da Polêmica no Atlético-MG: Atraso e Castigo
O caso que afastou Iseppe do grupo principal foi tratado com rigor de “cartilha militar”.
- O Erro (19/01): Logo após ser integrado ao profissional, o meia não se apresentou no horário combinado para um treino na Cidade do Galo.
- A Punição: O clube agiu rápido: aplicou multa no salário e determinou que ele treinasse separado do grupo, sem data para voltar.
- A Volta (02/02): Após duas semanas de “geladeira”, o jogador voltou a trabalhar normalmente com os companheiros nesta segunda-feira.
Por que o Galo perdoou agora?

A decisão de reintegrar Iseppe passa longe de ser apenas benevolência. É gestão de ativo milionário. Deixar uma promessa com multa de R$ 372 milhões treinando sozinha desvaloriza o patrimônio do clube. Durante o afastamento, o Goiás chegou a sondar a situação do atleta, mas o Atlético (e o estafe do jogador) entenderam que a saída não era o melhor caminho.
O empresário Luciano Ramalho colocou panos quentes, afirmando que Iseppe “assumiu o erro, pediu desculpas e segue”. O clube entendeu que a lição foi dada e que, agora, é hora de recuperar o jogador em campo.
Blindagem de Ouro
Mateus Iseppe não é um garoto comum da base. Ele tem contrato até 2028 e é visto internamente como um talento raro, com capacidade técnica acima da média. O episódio do atraso foi um teste de maturidade. Ao trazê-lo de volta, o Atlético tenta evitar que um erro pontual vire uma mancha na carreira ou um motivo para perder uma futura venda milionária por “preço de banana”.