A novela envolvendo o futuro de Hulk no Atlético-MG ganhou contornos dramáticos neste domingo (11). Na estreia do time no Campeonato Mineiro de 2026, contra o Betim, na Arena MRV, o camisa 7 e maior ídolo do elenco não entrou em campo. O atacante assistiu ao empate por 1 a 1 de um camarote, isolado do gramado onde brilhou nos últimos anos.
O que parecia ser apenas uma preservação física de início de temporada transformou-se em crise aberta após a coletiva do técnico Jorge Sampaoli, que indicou que a ausência do jogador vai muito além da parte física, reaquecendo as esperanças do Fluminense em contar com o atleta.
O Tricolor das Laranjeiras monitora cada passo desse desgaste. O clube carioca tem um projeto pronto para Hulk: contrato até dezembro de 2027, salário com parte fixa e bônus agressivos por metas e marketing.
Nas Laranjeiras, a ausência de Hulk na estreia foi lida como o sinal verde que faltava para acreditar que a ruptura é real. Enquanto o Atlético tenta segurar o jogador via multa rescisória (cerca de R$ 60 milhões), o campo começou a falar — e a fala de Sampaoli soou como uma despedida forçada.
“Problema Institucional”: A Bomba de Sampaoli no Atlético-MG
A justificativa oficial para a ausência de Hulk seria o planejamento esportivo, visando dar rodagem aos jovens. Porém, ao ser questionado, Sampaoli não usou meias palavras. O treinador argentino crê que o tema Hulk é “mais institucional do que esportivo”. Mais grave ainda: Sampaoli revelou não ter conversado com o atacante recentemente e foi explícito ao dizer que Hulk, embora treine com o grupo, não está planejado para que jogue nas próximas partidas., até que se confirme seu futuro.

Essa declaração joga por terra a tese de “poupar veteranos”. Ao dizer que o ídolo não faz parte do plano imediato por questões institucionais, o treinador expõe a fratura entre o jogador, a SAF e o comando técnico, deixando Hulk em um limbo perigoso dentro do clube.
O Cabo de Guerra: Multa e Renovação
Enquanto Sampaoli o afasta do campo, a diretoria tenta travá-lo no papel. O Atlético-MG não quer liberar o jogador de graça e se apega ao contrato.
- A Multa: O valor gira em torno de R$ 60 milhões, quantia que o Fluminense não pagará e que o jogador tenta negociar para uma saída amigável.
- O Gatilho: O contrato atual prevê renovação automática até o fim de 2027 se Hulk atingir 50% dos jogos da temporada. Ao não escalar Hulk (“não planejado para jogar”), o Atlético, ironicamente, impede que ele atinja a meta de renovação, mas ao mesmo tempo se recusa a liberá-lo agora. É um impasse que desgasta a imagem de todos os envolvidos e alimenta a narrativa de “vilão” que o próprio jogador rebateu no sábado.