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Atlético-MG: Rubens Menin oferece sociedade a Hulk e ele pode ‘comprar’ ações da SAF

O Atlético-MG jogou sua cartada final e mais ousada para manter Hulk em Belo Horizonte. Em uma reunião decisiva realizada na capital mineira com o atacante e sua procuradora, Marisa Alija, a diretoria alvinegra apresentou uma proposta que transcende as quatro linhas.

O clube não ofereceu apenas uma renovação contratual, mas um “projeto de legado” visando blindar o ídolo de 135 gols do assédio do Fluminense. A intenção é clara: garantir que o camisa 7 encerre sua carreira vestindo preto e branco, transformando-o em um símbolo eterno da instituição.

Segundo Thiago Fernandes, o encontro terminou sem uma resposta definitiva, mas colocou na mesa um plano robusto de valorização institucional. O Atlético quer criar iniciativas para celebrar a trajetória do jogador, reforçando sua conexão com a torcida e a Arena MRV. A urgência pela resposta se deve ao calendário: com a estreia no Mineiro e o início da era de Jorge Sampaoli batendo à porta, o clube precisa resolver essa pendência para evitar que a especulação contamine o ambiente de pré-temporada.

Estátua, Documentário e SAF: Os detalhes do “Pacote Hulk”

Nos bastidores, o que circula é que a oferta atleticana é algo inédito no futebol brasileiro. O clube estaria disposto a oferecer contrapartidas que imortalizariam a imagem do jogador. O pacote de convencimento incluiria:

  • Estátua na Arena MRV: Uma homenagem física no estádio do clube.
  • Documentário: Produção de um filme oficial sobre sua reta final de carreira.
  • Participação na SAF: Rumores indicam até a possibilidade de o jogador receber ações ou participação no modelo de negócio do clube. Embora o clube não confirme oficialmente esses itens específicos, admite que a proposta envolve um plano de pós-carreira e homenagens que mostram o tamanho da idolatria de Hulk na Massa.

Sampaoli e o Desconforto Tático: Por que Hulk balançou?

Foto: Divulgação – Atlético

A necessidade de uma oferta tão grandiosa não nasce do nada. Ela surge de um ruído esportivo. Internamente, Hulk sente que perdeu o status de pilar central no planejamento tático de Jorge Sampaoli para 2026. Apesar dos números expressivos em 2025, o atacante externou insatisfação com seu posicionamento e com a leitura de que não seria protagonista absoluto no novo esquema.

É nesse vácuo que o Fluminense tenta entrar. O clube carioca, ciente do desconforto, mantém o interesse e aguarda um sinal verde. Se Hulk rejeitar o “projeto de vida” do Galo, o Tricolor das Laranjeiras aparece como a alternativa que oferece exatamente o que o ídolo quer no campo: centralidade imediata e protagonismo esportivo.

Análise Moon BH: O Pacto de Sangue

O Atlético-MG entendeu que não vai vencer essa batalha com dinheiro de salário, mas com apelo emocional e histórico. Oferecer estátua e legado é a forma de dizer: “No Fluminense você será mais um grande jogador; aqui você será um Deus”. É uma jogada de mestre da diretoria para contrapor o desgaste com Sampaoli.

Se Hulk aceitar, ele assume o compromisso de ser maior que o momento tático do time. Se recusar, deixa claro que sua prioridade ainda é a bola rolando e o protagonismo em campo, algo que o Galo de Sampaoli talvez não garanta, mas que o Fluminense promete. A resposta de Hulk definirá se ele quer ser lembrado como o craque que buscou novos ares ou como a lenda que virou bronze na porta do estádio.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.