HomeCapital M - Negócios e EconomiaVallourec fecha novo contrato de 130km de tubos e 15 mil toneladas...

Vallourec fecha novo contrato de 130km de tubos e 15 mil toneladas para o pré-sal

Publicado em

A fábrica da Vallourec em Jeceaba, Minas Gerais, entrou em mais um dos grandes projetos de expansão do pré-sal brasileiro. A companhia fechou contrato com a Subsea7 para fornecer aproximadamente 130 quilômetros de tubos, equivalentes a mais de 15 mil toneladas de aço, destinados ao projeto Sépia 2, operado pela Petrobras na Bacia de Santos.

O fornecimento anunciado em setembro é relevante sozinho. Mas o cruzamento com outro contrato fechado pela Vallourec há menos de dois meses revela uma dimensão maior para a indústria mineira: considerando também o projeto Atapu 2, a unidade de Jeceaba acumula encomendas superiores a 34 mil toneladas e 273 quilômetros de tubos para dois projetos do pré-sal.

- Publicidade -

Tubos de Sépia 2 serão produzidos em Minas

No contrato mais recente, a Vallourec ficará responsável por todo o escopo de fornecimento dos tubos de aço carbono sem costura e pelo revestimento externo contratado pela Subsea7.

Serão mais de 15 mil toneladas de tubos de aço carbono preparados para ambientes com presença de gases corrosivos, utilizados em aproximadamente 130 quilômetros de risers rígidos e flowlines. Na prática, são componentes que fazem a ligação entre os equipamentos instalados no fundo do oceano e o sistema de produção.

A fabricação dos tubos ocorrerá na usina de Jeceaba, enquanto o revestimento de isolamento térmico será realizado pela Vallourec Coating Solutions, em Serra, no Espírito Santo. A empresa informou que utilizará soluções de polipropileno sintático para enfrentar as condições de operação em águas ultraprofundas.

- Publicidade -

O modelo cria uma cadeia industrial que começa em Minas e continua no Espírito Santo antes de o material seguir para a instalação no oceano.

Jeceaba já havia conquistado 19 mil toneladas para Atapu 2

O dado que amplia a dimensão do negócio para Minas aparece quando o contrato de Sépia 2 é comparado com outro anúncio recente da própria Vallourec.

Em julho, a companhia fechou com a Allseas o fornecimento de 143 quilômetros e aproximadamente 19 mil toneladas de tubos para Atapu 2, outro projeto comandado pela Petrobras no pré-sal. Também naquele contrato, toda a produção dos tubos ficou destinada à fábrica de Jeceaba.

- Publicidade -

Somados, Atapu 2 e Sépia 2 representam 273 quilômetros e mais de 34 mil toneladas de tubos cuja fabricação foi direcionada à unidade mineira.

É um volume que ajuda a colocar Jeceaba em uma posição diferente dentro da cadeia siderúrgica de Minas: em vez de fornecer apenas aço ou produtos industriais de menor transformação, a planta participa diretamente de equipamentos de alta especificação técnica destinados a alguns dos maiores projetos offshore em implantação no país.

Sépia 2 terá investimento de US$ 4,7 bilhões da Petrobras

Plataforma de Petróleo
Foto: Envato

O tamanho do projeto que receberá os tubos mineiros aparece nos documentos financeiros da Petrobras. No Relatório da Administração de 2025, a estatal estima US$ 4,7 bilhões em investimentos de sua parcela em Sépia 2, dentro das premissas do Plano de Negócios 2026-2030+. A Petrobras possui participação de 55,3% no projeto e já contabilizava US$ 600 milhões realizados até o encerramento de 2025.

A nova unidade de produção será a P-85, plataforma própria da Petrobras projetada para processar até 225 mil barris de petróleo por dia. A entrada em operação aparece programada para 2030 nos documentos da companhia.

Outro número ajuda a dimensionar o empreendimento. Em abril, a Subsea7 classificou o contrato de engenharia, aquisição, construção e instalação recebido da Petrobras para Sépia 2 como “supermajor”, categoria que a própria companhia utiliza para negócios superiores a US$ 1,25 bilhão. Esse valor se refere ao contrato da Subsea7 com a Petrobras — e não ao fornecimento da Vallourec, cujo preço não foi divulgado.

Projeto ficará a mais de 2 mil metros de profundidade

Sépia 2 será instalado a aproximadamente 280 quilômetros da costa brasileira, em uma lâmina d’água próxima de 2.170 metros.

O desenvolvimento propriamente dito terá 15 poços. Já o contrato mais amplo da Subsea7 envolve 17: além dos 15 de Sépia 2, estão incluídos dois poços pertencentes à primeira fase de Sépia. A contratada prevê começar as operações offshore em 2029.

- Publicidade -
Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.