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Com R$ 8 milhões, como a Bauducco quer investir em Minas Gerais

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A Bauducco escolheu Minas Gerais para uma nova fase de expansão em lojas próprias e cafeterias. A empresa vai investir mais de R$ 8 milhões no estado e prevê a abertura de quatro operações até meados de 2027, incluindo sua primeira loja própria em território mineiro. O ponto mais simbólico ficará às margens da MG-010, rodovia que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Confins. A unidade será instalada na Rodovia Papa João Paulo II, em frente à Cidade Administrativa, em um posto de combustíveis que já reúne operações como Burger King e Subway.

Além da loja própria, a companhia planeja três unidades da Casa Bauducco: Boulevard Shopping e Shopping Del Rey, em Belo Horizonte, e Uberlândia Shopping, no Triângulo Mineiro. Juntas, as novas operações devem gerar cerca de 60 empregos diretos no estado.

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Por que a MG-010 entrou no mapa da Bauducco

A escolha da rodovia entre BH e Confins não foi casual. A empresa afirma ter usado inteligência artificial para mapear rodovias brasileiras, avaliando fluxo de veículos e pontos comerciais com maior potencial. O critério identificou que o tráfego tende a cair depois dos primeiros 100 quilômetros de viagem, o que aumenta o valor estratégico de locais próximos às saídas de grandes capitais.

A MG-010 se encaixa com precisão nessa lógica. A rodovia concentra fluxo de aeroporto, condomínios, centros logísticos, moradores do Vetor Norte, turistas, executivos, servidores e consumidores que circulam entre BH, Lagoa Santa, Confins e cidades da Região Metropolitana. Quem sai de Belo Horizonte para o aeroporto ainda está em um trecho de grande movimento, com demanda por café, lanche, presente, parada rápida e compra por impulso.

A loja própria terá cerca de 800 metros quadrados e será construída do zero, com investimento estimado entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. O conceito funcionará como operação híbrida, combinando venda de produtos da marca, experiência presencial e conexão com o universo da Casa Bauducco. É um formato diferente da cafeteria tradicional: mais próximo de um espaço de marca que transforma itens conhecidos do supermercado em experiência de consumo.

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A chegada da Bauducco no corredor da MG-010 também conversa com o crescimento do Vetor Norte. A região de Lagoa Santa, Confins, Vespasiano e Pedro Leopoldo vem sendo disputada por condomínios, centros de distribuição, restaurantes, hotéis e serviços voltados ao aeroporto e ao público de passagem.

Casa Bauducco avança em BH e Uberlândia

As três unidades Casa Bauducco previstas para Minas seguem outro caminho: shopping e cafeteria. A marca, criada em 2012, combina café, produtos artesanais, fatias de panettone, doces, salgados, presentes e itens de empório em um formato de food service com identidade de marca forte.

A presença no Boulevard Shopping amplia a exposição em uma região de forte fluxo urbano, próxima à área hospitalar, bairros residenciais e circulação de trabalhadores. O Shopping Del Rey atende a Pampulha, a região Noroeste e um público de compras recorrentes. Uberlândia entra como aposta natural fora da capital: a cidade é uma das economias mais fortes do interior mineiro, com renda, universidades, agronegócio, logística e consumo qualificado, além de um shopping consolidado com fluxo regional.

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Segundo a própria empresa, uma unidade de aproximadamente 50 metros quadrados exige investimento na faixa de R$ 700 mil a R$ 750 mil, dependendo do imóvel. A rede opera com franquias, o que permite crescer com capital de parceiros, e mira pontos de circulação qualificada como aeroportos, shoppings, hospitais e prédios corporativos.

A indústria que quer virar experiência

A Bauducco é uma marca de supermercado que tem origem varejista. A empresa nasceu com uma loja no Brás, em São Paulo, antes de se transformar em gigante de alimentos e na maior produtora de panetones do mundo. A volta às lojas próprias e cafeterias recupera parte dessa origem em um contexto diferente: o de marcas que perceberam que a gôndola não basta para construir relacionamento com o consumidor.

O cliente que entra em uma cafeteria da Bauducco não está apenas comprando biscoito ou panettone. Está tomando café, levando presente, provando produto novo, registrando a experiência e reforçando memória afetiva com a marca. Essa lógica muda o papel do produto: de item de prateleira para ocasião de consumo.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.