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Cemig compra 11 novas usinas e investe R$ 155 milhões para assumir liderança solar

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A Cemig SIM, subsidiária da Cemig voltada a soluções de energia, concluiu a compra de 11 usinas solares de geração distribuída em Minas Gerais. A operação custou R$ 155 milhões e é a maior aquisição da história da empresa no modelo de fusões e aquisições.

Os ativos somam 26,2 MWp de potência instalada e estão conectados em quatro municípios do Norte de Minas: Riachinho, São Romão, Brasilândia de Minas e Porteirinha. A aquisição foi feita por meio da compra integral de três Sociedades de Propósito Específico responsáveis pelos empreendimentos.

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Segundo a companhia, em comunicado oficial, a energia gerada pelas usinas é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 20 mil habitantes. A operação também evita a emissão estimada de 2.028 toneladas de CO₂ por ano.

Compra reforça estratégia de geração distribuída

A operação mostra o avanço da Cemig no mercado de geração distribuída, segmento em que a energia é produzida perto do local de consumo e pode ser compartilhada com clientes por meio de créditos na conta de luz.

Nesse modelo, o consumidor não precisa instalar placas solares no próprio imóvel. Ele pode aderir a uma usina remota e receber desconto na fatura, de acordo com as regras de compensação de energia.

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Para a Cemig SIM, comprar usinas já prontas ou em operação acelera o crescimento. Em vez de depender apenas da construção de novos projetos, a empresa incorpora ativos existentes, amplia a carteira e reduz o tempo entre investimento e geração de receita. A companhia informou que a aquisição captura sinergias administrativas e operacionais. Na prática, isso significa integrar operação, manutenção, gestão comercial e relacionamento com clientes dentro da estrutura já existente da subsidiária.

Norte de Minas ganha peso solar

As usinas estão em uma região com forte potencial para geração fotovoltaica. O Norte de Minas reúne boa incidência solar, grandes áreas disponíveis e presença crescente de empreendimentos voltados à produção de energia limpa.

Riachinho, São Romão, Brasilândia de Minas e Porteirinha passam a integrar de forma mais direta a estratégia de expansão da Cemig SIM. Para esses municípios, projetos solares podem gerar receita, contratos locais, demanda por manutenção, serviços técnicos e movimentação econômica vinculada à operação dos ativos.

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O investimento também reforça o papel do interior mineiro na transição energética. Minas Gerais já ocupa posição relevante no mercado nacional de energia solar, tanto em geração centralizada quanto em geração distribuída.

Mercado solar busca empresas e consumidores

A geração distribuída cresceu no Brasil porque oferece uma alternativa para consumidores que querem reduzir a conta de luz sem fazer investimento direto em sistemas próprios. O modelo atrai residências, pequenos negócios, condomínios, comércios e empresas que buscam previsibilidade de custo.

Fachada de uma unidade da Cemig
Foto: Reprodução – Cemig

Para a Cemig SIM, o público-alvo inclui clientes interessados em economia, energia renovável e contratação simplificada. A empresa atua como fornecedora da solução, enquanto o consumidor recebe créditos ou abatimentos vinculados à energia gerada nas usinas.

Esse mercado também ficou mais competitivo. Empresas independentes, fundos, desenvolvedores solares, comercializadoras e distribuidoras passaram a disputar clientes. A compra de ativos em escala é uma forma de ampliar posição em um setor que tende a passar por consolidação.

Operação ocorre em meio a plano maior

A aquisição das 11 usinas se conecta ao plano de crescimento da Cemig SIM. A empresa já havia indicado meta de alcançar 1 GWp em usinas de geração compartilhada em Minas até 2029, com investimentos estimados em R$ 3,5 bilhões.

O plano prevê combinação de ativos próprios e usinas arrendadas. A estratégia busca transformar a subsidiária em uma das principais plataformas de geração distribuída do país.

A compra atual não atinge sozinha essa meta, mas amplia a base de ativos e mostra uma rota de crescimento por aquisição. Esse caminho pode ser relevante em um mercado em que muitos projetos menores foram desenvolvidos por empresas independentes e podem ser incorporados por grupos maiores.

Transição energética também é disputa comercial

A operação tem leitura ambiental, mas também comercial. Usinas solares permitem vender energia ou créditos de energia a consumidores que buscam desconto, previsibilidade e associação com fonte renovável.

Para a Cemig, isso significa disputar um cliente que antes era atendido quase exclusivamente pelo modelo tradicional de distribuição. A geração distribuída cria novas relações comerciais dentro do setor elétrico e muda parte da lógica da conta de luz.

Ao comprar projetos prontos, a companhia reforça sua presença nesse novo mercado sem abandonar sua posição histórica como uma das principais empresas de energia do estado. Para Minas, a compra reforça uma tendência: o interior deixou de ser apenas consumidor de energia e passou a ser plataforma de produção renovável. A Cemig, ao adquirir 11 usinas no Norte do estado, tenta consolidar posição antes que esse mercado fique ainda mais disputado.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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