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Cemig (CMIG4) coloca 16 imóveis à venda em Minas e vai parcelar em até 60x

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A Cemig (CMIG4) colocou à venda 16 imóveis em diferentes regiões de Minas Gerais. O leilão é realizado de forma on-line, pela plataforma Superbid Exchange, e recebe lances até 3 de julho. As ofertas incluem prédios comerciais, lotes urbanos e áreas rurais em cidades da Zona da Mata, Norte, Sul, região Central e Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Há imóveis em Juiz de Fora, Nanuque, Itanhandu, Três Marias, Itamarandiba, Cristália e Pirapora.

O maior valor inicial é de um imóvel comercial em Juiz de Fora, na Rua Osório de Almeida, no bairro Poço Rico. O lance atual informado na plataforma é de R$ 2,025 milhões.

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Em seguida, aparece um complexo comercial no Centro de Nanuque, no Vale do Mucuri, com 3.564 metros quadrados e lance atual de R$ 1,207 milhão. No Sul de Minas, um terreno urbano em Itanhandu, com 8.505 metros quadrados, tem lance de R$ 876 mil.

Cemig vende áreas urbanas e rurais

O leilão também reúne oito lotes urbanos em Três Marias, na região Central de Minas. As áreas variam entre 937 metros quadrados e 2.232 metros quadrados, com lances atuais que vão de R$ 170,5 mil a R$ 296,8 mil.

No Norte de Minas, há dois imóveis rurais em Cristália, ambos na Fazenda Santa Cruz Rocinha. Um tem 60,77 hectares, com lance atual de R$ 141,7 mil. O outro tem 50,49 hectares, com lance de R$ 127,5 mil.

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No Vale do Jequitinhonha, a oferta inclui uma fazenda de 79,61 hectares em Itamarandiba, com lance atual de R$ 242,2 mil, além de uma área de 35,18 hectares no mesmo município, com lance de R$ 132 mil.

O menor valor informado na plataforma é de um terreno urbano de 12.310 metros quadrados em Pirapora, no Norte de Minas, com lance atual de R$ 2.400.

Considerando os valores exibidos na plataforma para os 16 lotes, os lances atuais somavam cerca de R$ 6,5 milhões no momento da consulta.

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Participação exige cadastro na plataforma

Para participar, os interessados precisam se cadastrar na Superbid Exchange, analisar o edital e enviar a documentação exigida. A Cemig informa que as negociações ocorrem integralmente pela internet.

Os imóveis têm condições específicas de pagamento. Segundo a divulgação do leilão, há possibilidade de parcelamento em até 60 meses, de acordo com as regras previstas no edital.

A recomendação para interessados é verificar a situação de cada lote, localização, estado de conservação, eventuais ocupações, documentação, custos de transferência e regras de pagamento antes de apresentar proposta.

Fachada de uma unidade da Cemig
Foto: Reprodução – Cemig

A oferta dos imóveis também se insere em uma agenda de gestão patrimonial da Cemig. A companhia é controlada pelo Estado de Minas Gerais, mas tem ações negociadas em Bolsa, com papéis ordinários e preferenciais na B3.

Por isso, a venda de imóveis sem uso operacional imediato tem efeito além do serviço ao comprador. Ela ajuda a reduzir ativos ociosos, simplificar a administração patrimonial e levantar recursos, ainda que em escala pequena diante do tamanho da companhia.

A operação ocorre em um momento em que a Cemig mantém plano de investimentos bilionário para os próximos anos. A companhia divulgou um plano de R$ 44 bilhões para o ciclo de 2026 a 2030, com cerca de R$ 6,7 bilhões previstos apenas para 2026.

A venda de imóveis não muda sozinha a capacidade de investimento da empresa. Mas reforça uma prática comum em companhias listadas: concentrar capital e gestão em ativos ligados ao negócio principal.

Imóveis mostram presença territorial da Cemig

A lista de imóveis também mostra a presença histórica da Cemig em várias regiões de Minas. Os bens colocados à venda estão em áreas urbanas, distritos industriais, regiões centrais e zonas rurais.

Em Três Marias, por exemplo, os lotes ficam no bairro Cemig, reflexo da relação da companhia com o desenvolvimento local. Em Nanuque e Juiz de Fora, a oferta envolve imóveis comerciais em áreas urbanas. Em Cristália e Itamarandiba, os ativos são áreas rurais.

Para compradores, o leilão pode interessar a investidores, empresas, produtores rurais e pessoas físicas que buscam terrenos ou imóveis comerciais no interior de Minas.

Para a Cemig, a operação representa mais uma etapa de organização patrimonial. Para os municípios, coloca no mercado áreas que podem ganhar novo uso econômico, residencial, comercial ou rural, dependendo do perfil de cada imóvel e da destinação dada pelos compradores.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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