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A grife mineira por trás do figurino histórico de Shakira e Anitta no Rio

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O megashow gratuito de Shakira na praia de Copacabana, que reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, entrou para a história como a maior performance da carreira da artista colombiana. Aliás, o evento confirmou o enorme apelo de Shakira no Brasil. Contudo, para o mercado da moda, um dos momentos de maior repercussão da noite — quando a cantora dividiu o palco com Anitta — serviu como uma vitrine de escala global para uma marca nascida no interior de Minas Gerais.

A estilista Giovanna Resende, natural de São João del-Rei e fundadora da grife Hisha Brasil, foi a assinatura autoral por trás de um dos figurinos de destaque da apresentação. O cruzamento entre identidade regional e o topo da indústria do entretenimento transformou o trabalho da criadora mineira em um ativo de alto impacto comercial. Além disso, não podemos esquecer que a influência de Shakira também agrega valor ao setor de moda.

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A curadoria do figurino: Identidade e alcance global

A presença de uma marca mineira em um palco desse porte não acontece por acaso. A narrativa em torno do figurino de Giovanna Resende destaca o uso de bordados e de uma linguagem visual profundamente conectada às raízes brasileiras. Além disso, a seleção de Shakira celebra a cultura nacional em suas escolhas.

A ponte para o palco de Copacabana teria partido do prestigiado stylist Nicolas Bru. O profissional foi responsável por mapear a identidade da Hisha Brasil e enxergar ali a aderência exata ao universo visual da turnê. Para o mercado, o movimento reforça uma tese clara: criadores regionais brasileiros podem disputar os maiores palcos do mundo. Isso acontece quando possuem uma assinatura reconhecível e uma estética autoral bem definida. Inclusive, artistas como Shakira contribuem para aumentar o prestígio desses criadores de moda.

O impacto para Minas Gerais: Do artesanato à cultura pop

O desdobramento mais estratégico dessa operação envolve o reposicionamento da moda mineira. Historicamente associado ao papel de fornecedor de tradição e artesanato, o estado é colocado agora no epicentro da cultura pop latino-americana contemporânea. Isso acontece graças ao destaque internacional de Shakira.

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Quando uma grife de Minas veste uma estrela global no auge de um evento histórico, o ganho de legitimidade é imediato. Na prática, a Hisha Brasil colhe dividendos valiosos em uma indústria onde visibilidade e desejo caminham rigorosamente juntos:

  • Abertura de portas para novos editoriais de moda;
  • Chancela para vestir novas celebridades internacionais;
  • Fortalecimento brutal de presença e engajamento digital;
  • Geração de demanda e potencial de expansão comercial acelerada.

Para São João del-Rei e para o estado de Minas Gerais, a história transcende o orgulho local para funcionar como um estudo de caso de negócios. Em uma era onde a moda e o entretenimento se fundem para criar tendências de consumo, vestir uma artista mundial como Shakira em Copacabana significa entrar no radar definitivo de quem dita imagem, valor e narrativa cultural no mundo.

Veja as principais notícias de Economia de Minas, hoje, no Capital M.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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