A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) encerrou o prazo para o pagamento do IPVA 2026 no último dia 15 de abril. Agora, os contribuintes que perderam a data enfrentam a incidência imediata de multas e juros moratórios. Além do prejuízo financeiro, o atraso bloqueia a emissão do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), documento indispensável para a circulação legal em todo o território nacional.
A regularização rápida do débito evita que o Estado inscreva o CPF ou CNPJ do proprietário em dívida ativa, o que impede a obtenção de certidões negativas e dificulta financiamentos bancários.
Multas e juros: O custo de adiar o pagamento
O sistema da Fazenda Estadual aplica penalidades automáticas assim que o vencimento expira. O impacto no bolso do motorista cresce diariamente, tornando a dívida progressivamente mais cara.
As penalidades seguem este escalonamento:
- Até 30 dias de atraso: O Estado cobra multa de 0,3% ao dia.
- Após 30 dias: O sistema fixa a multa em 20% sobre o valor total do imposto.
- Juros mensais: A taxa Selic incide sobre o montante corrigido, elevando o custo final.
Para consultar o valor exato atualizado, o contribuinte deve acessar o Portal da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais, onde a guia já sai com o cálculo dos encargos somados.
Bloqueio do CRLV e os riscos na fiscalização
O pagamento do IPVA 2026 não é apenas uma obrigação tributária, mas uma condição para o licenciamento anual. Sem a quitação integral, o órgão de trânsito não emite o CRLV digital, o que coloca o motorista em situação de irregularidade gravíssima.

Circular com o veículo sem o licenciamento em dia gera riscos imediatos:
- Infração Gravíssima: O condutor recebe 7 pontos na CNH.
- Apreensão do Veículo: A autoridade de trânsito pode recolher o carro para o pátio credenciado.
- Custos Extras: O proprietário arca com taxas de guincho e diárias de pátio, além da multa de trânsito.
Como parcelar o IPVA atrasado em 2026
A Secretaria de Fazenda oferece diferentes modalidades de parcelamento, dependendo da natureza do débito. Para o IPVA do ano corrente (2026), as regras são específicas:
- Débitos de 2026: O parcelamento direto com o Estado geralmente fica disponível apenas 30 dias após o vencimento da última parcela, ou seja, a partir de maio de 2026.
- Cartão de Crédito: Empresas credenciadas permitem o parcelamento em até 12 vezes. Nesta modalidade, a empresa quita o imposto à vista perante o Estado e o motorista paga as parcelas para a operadora do cartão, com juros próprios do mercado financeiro.
- Dívidas Anteriores (até 2025): O contribuinte pode parcelar em até 12 meses pelo site da SEF/MG, desde que a parcela mínima seja de R$ 200.
Atenção à Taxa de Licenciamento (TRLAV)
Muitos motoristas quitem o IPVA, mas esquecem da Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV). Em 2026, o valor fixado é de R$ 35,62, com vencimento original em 31 de março.
A falta de pagamento desta taxa, mesmo com o IPVA em dia, impede a liberação do documento obrigatório. O sistema do MG App ou o site oficial da Fazenda consolidam todos os débitos pendentes, facilitando a emissão de uma guia única para regularização total.
Passo a passo para emitir a guia com segurança
Para evitar golpes e sites fraudulentos, o motorista deve emitir a Guia de Arrecadação (DAE) apenas pelos canais oficiais do governo:
- Acesse o portal da SEF/MG ou o aplicativo MG App.
- Digite o número do Renavam e o CPF/CNPJ do proprietário.
- Selecione a opção de pagamento via PIX (confira se o favorecido é o “Estado de Minas Gerais”) ou gere o código de barras para bancos credenciados como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa Econômica.
Agir com rapidez é a única estratégia eficaz para evitar que a multa de 20% se consolide e o nome do contribuinte sofra restrições nos órgãos de proteção ao crédito. Além disso, a regularização imediata garante a tranquilidade para circular pelas rodovias mineiras sem o risco de apreensão.
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