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Em Minas Gerais, 2 carros elétricos não pagam IPVA após aprovação de Lei

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Diferente do que muitos motoristas imaginam, possuir um veículo eletrificado em Minas Gerais não garante isenção automática de IPVA 2026 MG. A Secretaria de Estado de Fazenda aplica critérios rigorosos que exigem produção local e limites de preço para conceder o benefício. Na prática, a maioria dos modelos elétricos e híbridos do mercado continua pagando a alíquota cheia de 4%.

A política tributária mineira prioriza o incentivo à indústria regional em vez de apenas premiar a tecnologia limpa. Sem o selo de “produzido em Minas”, o proprietário deve preparar o bolso para o imposto comum.

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A regra de ouro: Produção em Minas e teto de preço

O governo estadual estabelece uma barreira clara para quem busca o imposto zero. Para conquistar a isenção total em 2026, o veículo precisa atender a quatro requisitos simultâneos:

  • Estado de origem: O veículo deve ser fabricado obrigatoriamente em Minas Gerais.
  • Condição: Apenas modelos novos (0 km) entram na regra.
  • Tecnologia: Motorização 100% elétrica ou híbrida.
  • Valor de mercado: O preço deve respeitar o teto de 36.000 Ufemgs.

Com a Ufemg de 2026 fixada em R$ 5,7899, o limite de preço para isenção fica em aproximadamente R$ 208,4 mil. Se o carro custar um centavo a mais ou vier de outra unidade da federação, a Fazenda cobrará o IPVA integralmente.

Quais modelos escapam do imposto em 2026?

Na prática, a legislação beneficia diretamente o polo industrial de Betim. Modelos que combinam eletrificação com fabricação mineira dominam a lista de isentos.

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Os principais exemplos que podem se enquadrar no benefício são:

  • Fiat Pulse Hybrid
  • Fiat Fastback Hybrid

Esses veículos cumprem as exigências de localidade e, dependendo da versão, respeitam o teto de valor estabelecido pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais.

Marcas importadas e o cenário nacional

Híbridos da FIAT não pagam IPVA
Carros híbridos da FIAT não pagam IPVA – Divulgação

Proprietários de marcas que lideram o mercado de eletrificados, como BYD, GWM e Tesla, não possuem direito ao benefício em solo mineiro. Como essas empresas importam seus veículos ou produzem em outros estados (como São Paulo e Bahia), a alíquota padrão de 4% sobre o valor venal incide normalmente.

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Minas Gerais adota uma postura mais conservadora que outros estados. No Distrito Federal, por exemplo, a alíquota é zero para qualquer elétrico ou híbrido. Já a Bahia oferece isenção para elétricos de até R$ 300 mil, independentemente da origem da fábrica.

Como reduzir o valor se o seu carro não for isento

Se o seu modelo não cumpre os requisitos para o imposto zero, você ainda pode utilizar os descontos tradicionais oferecidos pelo Estado. Em 2026, o governo mantém dois incentivos cumulativos:

  1. Pagamento à vista: Garante 3% de desconto sobre o valor total.
  2. Programa Bom Pagador: Oferece mais 3% para quem quitou todos os tributos em dia nos anos de 2024 e 2025.

Somados, os abatimentos chegam a 6%, o que alivia o peso da alíquota de 4% para quem opta por modelos premium ou importados.

Por que Minas Gerais é tão restritiva?

A estratégia do governo mineiro foca na política industrial. Ao restringir a isenção para carros produzidos no estado, a gestão busca atrair novos investimentos para polos como Betim e fortalecer a cadeia de fornecedores local.

O objetivo final é transformar Minas Gerais em um hub de tecnologia hibridizada, utilizando a força do agronegócio e do etanol como aliados da eletrificação. Para o consumidor, o veredito é objetivo: a economia tributária total em 2026 depende diretamente da escolha de um modelo fabricado dentro das fronteiras mineiras. Se o luxo ou a marca importada for a prioridade, o IPVA cheio deve constar no planejamento financeiro.

Veja as principais notícias de Economia de Minas, hoje, no Capital M.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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