Entre os postulantes ao Palácio Tiradentes nas Eleições 2026, dificilmente algum político expressa sua identidade clubística de forma tão enfática e sem filtros quanto Gabriel Azevedo (MDB). O candidato ao Governo de Minas Gerais e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) é torcedor fervoroso do Clube Atlético Mineiro, deixando de lado a tradicional neutralidade diplomática que muitos candidatos costumam adotar para não desagradar torcidas rivais.
A intensidade dessa ligação ficou evidente em declarações públicas recentes. Ao ser questionado em julho sobre qual seleção apoiaria na grande final da Copa do Mundo, Gabriel descartou qualquer torcida para potências internacionais e cravou que seu coração só tem espaço para duas camisas: Atlético e Seleção Brasileira, ressaltando de forma categórica que a prioridade é “necessariamente nesta ordem”.
Essa postura direta mostra que, para o ex-vereador da capital, a relação com o alvinegro transcende o cálculo eleitoral e faz parte de sua própria identidade pessoal.
O discurso emblemático na inauguração da Arena MRV
O momento mais marcante dessa manifestação pública de afeto aconteceu em abril de 2023, durante a inauguração oficial da Arena MRV, a nova casa do Atlético no bairro Califórnia. Na ocasião, exercendo a presidência da Câmara de BH, Gabriel subiu ao palco diante da torcida e fez um dos pronunciamentos mais emocionantes de sua trajetória na vida pública.
Em um relato íntimo, o parlamentar compartilhou com o público que havia encomendado uma camisa oficial do clube de presente para o pai, que acabou falecendo antes de ter a oportunidade de vesti-la. A partir dessa memória familiar, Gabriel prestou uma homenagem a todos os atleticanos que partiram antes de ver o sonho do estádio próprio se transformar em realidade.
No encerramento de sua fala, ele sintetizou sua visão sobre a política e a vida ao cravar que mandatos eletivos são temporários, mas que “ser atleticano, uma vez até morrer”. Na mesma cerimônia, Gabriel ainda alfinetou os setores e lideranças que tentaram criar entraves burocráticos contra a implantação da arena na capital mineira, concluindo em tom de celebração que, no final das contas, “o Galo ganhou”.


