Um estudo feito pela universidade britânica Imperial College aponta que cerca de 329 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o Brasil seguisse a fórmula adotada por Belo Horizonte no combate à Covid-19. De acordo com o estudo, que foi avaliado pelo infectologista Carlos Starling, membro do comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de BH, isso significa que seriam poupados 55% dos óbitos pela doença caso as medidas impostas por Alexandre Kalil (PSD) na capital mineira se aplicassem em todo o território nacional.

“Aproximadamente um terço das mortes atribuíveis ao Covid-19 no Brasil em hospitais poderiam ter sido evitadas se a pressão da saúde não tivesse taxas de mortalidade tão exacerbadas. Aproximadamente metade das mortes atribuíveis à Covid-19 no Brasil poderiam ter sido evitadas se tivessem taxas semelhantes às observadas em Belo Horizonte”, aponta o estudo.

Ainda, de acordo com a pesquisa, Belo Horizonte foi a capital brasileira que teve o menor percentual de mortes, com 7.842 (18%) óbitos entre os 43.763 pacientes internados.

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O estudo foi intitulado: “Fatores que conduzem a grandes flutuações espaciais e temporais nas taxas de letalidade do COVID-19 em hospitais brasileiros”, e é assinado por pesquisadores de instituições brasileiras, inglesas, espanholas, norte-americanas, dinamarquesas e belgas.

“Em Belo Horizonte, nenhum grupo de idade experimentou choques de Covid-19 com taxas de mortalidade hospitalar acima de 50% que duraram pelo menos quatro semanas consecutivas, enquanto em Porto Velho todos os pacientes com 50 anos ou mais sofreram tais choques fatais”, aponta o trabalho.

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Para Carlos Starling, um dos motivos para essa taxa é a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) da capital mineira. “BH conta com uma das melhores estruturas para o SUS. Precisa de muito investimento, ainda, para melhorar, mas o SUS de BH comparado com o restante é muito consistente, muito sólido e isso foi fundamental”, aponta o infectologista.

Kalil x Zema, uma disputa difícil

No início de 2020, defendemos no artigo ‘Alexandre Kalil se mostra um nome viável para substituir Jair Bolsonaro’ que o prefeito seria um bom substituto para o atual presidente.

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Um ano depois, escrevemos que ‘Com Zema sendo cada vez mais uma planta, só Kalil pode salvar Minas Gerais’.

Para os dois candidatos mais fortes ao governo do estado, a situação acaba favorecendo Kalil já que Zema foi um dos governadores que mais se curvou ao Governo Federal, em troca de muito pouco.

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