HomePolítica e PoderVoto 'Marécio' pode tirar Marília Campos do Senado e repetir efeito Dilma

Voto ‘Marécio’ pode tirar Marília Campos do Senado e repetir efeito Dilma

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A Quaest divulgou o detalhamento de sua pesquisa eleitoral nesta quarta-feira, 30. O documento, que o Moon BH teve acesso, detalha como o eleitor está se comportando na disputa e indica que a campanha petista pode repetir o mesmo efeito que tirou Dilma Rousseff do Senado em 2018. Marília Campos (PT) é muito mais forte como primeira escolha do eleitor do que como segunda, enquanto adversários conseguem equilibrar a disputa justamente na outra metade da votação.

No primeiro voto, Marília registra 19%, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 15%, Carlos Viana (PSD), com 14%, e Domingos Sávio (PL), com 11%. Quando o eleitor é obrigado a escolher outro nome para o segundo voto, entretanto, a distribuição muda: Domingos Sávio chega a 16%, Carlos Viana tem 10%, Aécio marca 9% e Marília cai para 6%.

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É essa diferença que ajuda a explicar por que, na combinação dos dois votos, as distâncias praticamente desaparecem: Sávio aparece com 14%, Marília com 13% e Viana e Aécio com 12% cada. Todos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de três pontos percentuais.

Marília abre vantagem na primeira escolha

Se Minas elegesse apenas um senador neste ano, o recorte do primeiro voto produziria uma fotografia bastante diferente. Marília aparece com quatro pontos percentuais a mais que Aécio e oito acima de Domingos Sávio.

Mas 2026 é uma eleição de renovação de dois terços do Senado. Cada mineiro poderá escolher dois candidatos diferentes, e os dois votos entram na mesma contagem. Não existe uma “vaga do primeiro voto” e outra “vaga do segundo voto”.

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Por isso, a capacidade de aparecer como segunda escolha de eleitores que já têm outro candidato preferencial ganha importância. E é exatamente isso que o gráfico de transferência divulgado pela Quaest permite enxergar.

Eleitores de Marília também aparecem escolhendo Aécio

O diagrama apresentado pelo instituto acompanha para onde vai a segunda escolha de quem seleciona cada candidato no primeiro voto. Entre os eleitores que colocam Marília Campos na primeira posição, os segundos votos se espalham por diferentes nomes. Parte desse fluxo chega a Aécio Neves, além de Carlos Viana, Domingos Sávio, outros candidatos, indecisos e votos brancos ou nulos.

O gráfico não apresenta no material divulgado um percentual numérico para cada uma dessas transferências individualmente, portanto não é possível afirmar quantos pontos Aécio recebe especificamente de eleitores de Marília.

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O que os dados permitem dizer é que o tucano combina 15% de primeira escolha com 9% de segunda, enquanto Marília tem uma distribuição muito mais assimétrica: 19% e 6%, respectivamente.

Domingos Sávio apresenta movimento inverso: sai de 11% na primeira escolha para 16% na segunda, o maior percentual dessa coluna. Carlos Viana também mantém maior equilíbrio, com 14% e 10%.

Enquanto Aécio já tem o seu primeiro voto, recebe boa parte do voto de Marília. Só que o eleitor tucano, em boa parte, rejeita votar no PT e acaba escolhendo outro candidato.

Caso lembra 2018, com a derrota de Dilma

A configuração traz uma lembrança inevitável para quem acompanhou a eleição mineira de 2018. Na véspera daquela votação, o Datafolha apontava Dilma Rousseff (PT) com 23% dos votos válidos, à frente de Rodrigo Pacheco, com 15%, Carlos Viana, com 14%, e Dinis Pinheiro, com 12%.

O eleitor de Dilma escolheu Pacheco e Viana como segunda opção, mas ela não foi escolhida pelo eleitor destes candidatos. Quando somados seus próprios votos com os dos eleitores de Dilma, a superaram nas urnas.

A própria fotografia atual impede conclusões definitivas sobre as duas vagas. A Quaest ouviu 1.506 eleitores entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Globo, está registrado sob o número MG-02019/2026.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.