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Datafolha vai mostrar quem herda os votos de Aécio Neves ao Senado por Minas

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O instituto Datafolha divulgará na próxima sexta-feira, 21 de agosto, a sua mais nova pesquisa eleitoral (registrada sob o protocolo MG-00446/2026). Embora os holofotes costumem se virar para a disputa ao Palácio Tiradentes, a corrida que promete a leitura mais intrigante e imprevisível deste levantamento é a batalha pelas duas cadeiras de Minas Gerais no Senado Federal.

O Datafolha testará uma extensa lista com 17 candidatos à casa legislativa. Como, em 2026, cada eleitor mineiro tem o direito de votar em dois nomes para o Senado, os pesquisadores perguntarão separadamente qual é a primeira e qual é a segunda preferência do entrevistado.

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Entre os principais nomes testados estão figuras conhecidas da política estadual, como Marília Campos, Carlos Viana, Marcelo Aro, Domingos Sávio e Áurea Carolina. No entanto, o detalhe que torna a pesquisa um marco no atual ciclo eleitoral não é quem está na lista, mas quem acabou de sair dela: Aécio Neves.

O vácuo deixado por 40 anos ininterruptos de mandatos

Aécio Neves (PSDB) figurava como um dos favoritos à vaga. Na pesquisa da Genial/Quaest, realizada no final de julho, ele aparecia em um forte empate técnico na liderança, com 16% das intenções de voto (estatisticamente colado nos 18% da líder Marília Campos). Atrás deles, vinham Carlos Viana (11%), Marcelo Aro (10%) e Domingos Sávio (9%).

Pouco tempo depois da coleta desses dados, o ex-governador e presidenciável sacudiu o xadrez eleitoral de Minas Gerais ao anunciar, de forma definitiva, que não disputaria nenhum cargo nas eleições de 2026. A decisão encerrou uma trajetória política impressionante de 40 anos ininterruptos ocupando mandatos públicos.

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A saída abrupta de um nome com tamanho recall (lembrança na memória do eleitor) e peso histórico deixou um contingente gigantesco de eleitores teoricamente “órfãos”.

Para onde vai o eleitor tucano?

O Datafolha de sexta-feira será o primeiro estudo estatístico de grande porte capaz de desvendar a rota de fuga desses votos. O mercado político e as coordenações de campanha aguardam ansiosamente para entender o comportamento dessa parcela significativa do eleitorado mineiro.

As hipóteses são variadas:

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Migração ideológica: O eleitor mais conservador ou de centro-direita que votaria em Aécio pode migrar em bloco para candidatos do mesmo espectro político, alavancando nomes como Marcelo Aro, Domingos Sávio ou Carlos Viana.

Abstenção parcial: Como o eleitor deve escolher dois nomes, uma parcela pode decidir votar apenas na sua primeira opção e deixar a segunda escolha em branco ou nula, reduzindo o total de votos válidos e mudando o cálculo do quociente eleitoral.

Pulverização: O espólio de 16% de Aécio pode, simplesmente, se diluir entre os outros 16 candidatos da lista, sem criar um novo “super favorito”.

Com a campanha oficial nas ruas e o horário eleitoral prestes a começar, a nova fotografia do Datafolha será o grande balizador de como as chapas deverão recalcular suas rotas e onde deverão despejar os recursos do Fundo Partidário para conquistar as cobiçadas vagas de Minas Gerais no Senado Federal.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.