O instituto Datafolha registrou uma nova pesquisa eleitoral para medir a temperatura da corrida pelo Governo de Minas Gerais e pelas duas vagas no Senado Federal. Com previsão de divulgação para a próxima sexta-feira, 21 de agosto, o levantamento desponta como o termômetro mais aguardado do momento por um motivo simples: será a primeira grande “fotografia” do eleitorado após o fechamento oficial das chapas, o registro das candidaturas e a realização do primeiro debate na televisão.
Registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-00446/2026, a pesquisa vai ouvir presencialmente 1.204 eleitores mineiros entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro estimada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.
O timing da coleta de dados é estratégico. Os pesquisadores irão às ruas apenas dois dias após o debate promovido pela Band Minas (ocorrido no domingo, 16 de agosto) e logo após a poeira baixar sobre as intensas negociações de bastidores que quase mudaram o curso da eleição no estado durante as convenções partidárias.
11 candidatos ao Palácio Tiradentes e a aprovação de Mateus Simões
No cenário estimulado (quando uma lista de nomes é apresentada ao eleitor), o Datafolha testará o desempenho de 11 postulantes ao Palácio Tiradentes:
- Alexandre Kalil (PDT)
- Ben Mendes
- Cleitinho Azevedo (Republicanos)
- Flávio Roscoe (PL)
- Gabriel Azevedo (MDB)
- Henrique Áreas
- Indira Xavier
- Mateus Simões (PSD)
- Patrus Ananias (PT)
- Professor Túlio Lopes
- Rafael Duda
Além de medir a intenção de voto estimulada e espontânea, a pesquisa trará um dado crucial sobre rejeição, mapeando em quais candidatos o mineiro “não votaria de jeito nenhum”.
Outro recorte de peso será a avaliação do atual governo. O instituto perguntará aos entrevistados se a gestão de Mateus Simões (que assumiu após a desincompatibilização de Romeu Zema) é considerada ótima, boa, regular, ruim ou péssima. Esse dado é vital para as campanhas, pois permitirá medir o grau de transferência de aprovação da máquina pública e se Simões consegue capitalizar eleitoralmente o espólio da administração Zema.
O teste de fogo após a “novela” de Cleitinho Azevedo
O mercado político está ansioso para comparar os resultados do Datafolha com o cenário desenhado em julho. Na última pesquisa Genial/Quaest (divulgada em 28 de julho), o quadro era liderado por Cleitinho Azevedo (35%), seguido por Alexandre Kalil (12%), Patrus Ananias (10%) e Mateus Simões (6%).
Aquela pesquisa, contudo, foi realizada no calor da incerteza. Semanas após a coleta, Cleitinho chegou a anunciar que desistiria da disputa e foi vetado pela direção nacional do Republicanos, até conseguir reverter a decisão em uma reviravolta histórica. No mesmo período, Flávio Roscoe consolidou-se como o nome puro-sangue do PL de Bolsonaro e Patrus Ananias confirmou sua candidatura pela federação petista.
O Datafolha revelará se a montanha-russa política de Cleitinho prejudicou sua ampla margem de vantagem ou se a liderança se manteve inabalável agora que os eleitores enxergam uma cédula de votação definitiva. Além disso, a pesquisa poderá captar os primeiros humores do eleitorado após o embate direto e as críticas trocadas no primeiro debate televisionado.


