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Cleitinho é o senador que menos usa cota parlamentar e Carlos Viana o que mais gasta, em MG

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Os três senadores que representam Minas Gerais no Senado Federal registram diferenças expressivas nos gastos com cota parlamentar em 2026. Dados extraídos pelo Moon BH no Portal de Transparência e Prestação de Contas do Senado mostram que Cleitinho é o senador mineiro que menos gasta cota parlamentar, enquanto Carlos Viana é o que mais gasta.

Cada senador tem direito a uma cota parlamentar fixa, para cobrir gastos com divulgação de seu mandato, alimentação, aluguel de imóvel para o gabinete e uma verba que varia de estado para estado para pagar despesas aéreas. Neste caso, quanto maior a distância do estado do senador para Brasília, maior a cota por que a passagem aérea custa mais caro.

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Quanto Cleitinho, Viana e Pacheco gastaram de cota parlamentar em 2026

Carlos Viana

Segundo os dados disponíveis consultados nesta terça-feira, 23, Carlos Viana aparece com R$ 206.892,64 na cota e extras que ficam fora do limite, que somam R$ 126.193,11 (incluem mais de R$ 65 mil com Correios e R$ 9 mil para impulsionar conteúdos nas redes sociais).

No total, o senador já gastou nos primeiros seis meses do ano R$ 333.085,75 e lidera dentre os representantes de Minas Gerais. A quantia representa um gasto mensal de R$ 55.514 por mês.

Rodrigo Pacheco

O ex-presidente do Senado gastou um pouco mais da cota, chegando a R$ 235.136,42 até hoje. Entretanto seus gastos contabilizados fora do limite pessoal são consideravelmente menores que os de Viana, e chegam a R$ 4.814,21 (R$1.157,88 com Correios e R$ 3.656,33 com “outros materiais”).

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Ao todo Pacheco declarou ao Senado gastos de R$ 239.953 até junho. Um gasto médio mensal de R$ 39.992.

Cleitinho Azevedo

O pré-candidato ao governo de Minas é de longe o que menos gasta cota parlamentar dentre os senadores pelos mineiros. Da cota, ele usou R$ 25.710,34. Já fora deste tipo de gastos, ele declarou mais R$ 1.987,67, que incluem R$ 173,31 com Correios e R$ 1.814,36 com “outros materiais”.

Nos seis primeiros meses de 2026, Cleitinho gastou ao todo R$ 27.698,01. Isso dá, em média, R$ 4.616,33 todos os meses.

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O que entra na cota parlamentar

A Cota para Exercício da Atividade Parlamentar é uma verba de ressarcimento e custeio destinada exclusivamente a despesas ligadas ao mandato. As categorias permitidas incluem aluguel de escritório político, material de consumo, locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis, contratação de serviços de apoio, divulgação da atividade parlamentar e passagens.

A cota não cobre o subsídio do parlamentar, a equipe de gabinete, a estrutura administrativa do Senado nem gastos classificados fora dessa verba, como diárias de viagens oficiais e passagens emitidas por outros sistemas. Por isso, ela representa apenas uma parte do custo total de um mandato — mas é a parte que cada parlamentar controla diretamente e que está disponível para consulta pública.

Os valores são atualizados ao longo do ano conforme as despesas são lançadas e processadas pelo Senado. O recorte de junho, portanto, não encerra o exercício de 2026.

Como cada senador distribui os gastos

Na página de Cleitinho, o maior item da cota em 2026 é o aluguel de imóvel para escritório político, com R$ 14.318,75. Em seguida aparece a rubrica de locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, com R$ 10.896,06. O senador não registrava despesas em divulgação da atividade parlamentar nem em passagens nacionais dentro da cota no momento da consulta.

Carlos Viana apresenta um perfil de gastos mais distribuído entre as categorias. O maior item é locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, com R$ 59.189,96. Divulgação da atividade parlamentar aparece em seguida, com R$ 51.620, seguida de contratação de serviços de apoio ao parlamentar, com R$ 49.381,68, e aluguel de escritório político, com R$ 33.913,22.

Rodrigo Pacheco concentra o maior volume em divulgação da atividade parlamentar, com exatamente R$ 90 mil. A rubrica de locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis soma R$ 83.847,37. Contratação de serviços de apoio aparece com R$ 40 mil e aluguel de escritório político com R$ 16.116,73. Pacheco mantém escritório de apoio em Nova Lima, Carlos Viana em Belo Horizonte.

Veja o relatório visual dos dados aqui.

Uso total em 2025

No ano passado o quadro ficou semelhante ao parcial de 2026. Segundo o levantamento feito pelo Moon BH, veja a soma dos gastos com a cota e os gastos que ficam de fora da cota:

  • Carlos Viana
  • Cota: 484.864,48
  • Fora da Cota: 281.571,03
  • Total: 766.435,51
  • Rodrigo Pacheco
  • Cota: 452.663,31
  • Fora da Cota: 54.782,04
  • Total: 507.445,35
  • Cleitinho Azevedo
  • Cota: 52.532,72
  • Fora da Cota: 4.142,75
  • Total: 56.675,47

Cleitinho é top 3 que mais economiza no nacional

No comparativo nacional, só dois senadores gastam menos cota que o mineiro. Jorge Kajuru (PSB), por Goiás, não declarou nenhum gasto. E Eduardo Girão (NOVO), do Ceará, declarou 5.060,85 até agora, em 2026.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.