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Prefeitura de BH quer plantar mais de 130 árvores por dia

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A Prefeitura de Belo Horizonte lançou um pacote ambiental que mexe em duas frentes importantes da cidade: a arborização dos bairros e a gestão do Complexo Moderno da Pampulha. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (18), durante evento da Semana do Meio Ambiente no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro.

A principal novidade é o Refloresta BH, programa permanente de arborização e recuperação ambiental. A meta anunciada pela prefeitura é plantar, em média, mais de 130 árvores por dia na capital. Se o ritmo for mantido ao longo de um ano inteiro, o número se aproxima de 48 mil novas árvores.

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O pacote também inclui a assinatura de uma parceria com a PBH Ativos para apoiar a estruturação de uma concessão ou outro modelo de parceria voltado à gestão integrada do Complexo Moderno da Pampulha. A proposta faz parte do projeto “Viva Pampulha”. Este projeto reúne ações ligadas a patrimônio, turismo, cultura, meio ambiente, mobilidade, economia criativa e inclusão social.

Árvores passam a ser tratadas como infraestrutura

O lançamento do Refloresta BH ocorre em um momento em que a arborização deixou de ser vista apenas como paisagismo. Em cidades grandes, árvores ajudam a reduzir ilhas de calor. Além disso, melhoram a drenagem, ampliam áreas de sombra, qualificam calçadas e tornam o espaço público mais confortável.

A PBH também lançou a licitação para contratar uma empresa responsável por aquisição, transporte, plantio e manutenção de mudas em áreas públicas. Esse ponto é relevante porque plantar é apenas a primeira etapa. Sem manutenção, irrigação, escolha adequada de espécies e acompanhamento, muitas mudas não sobrevivem aos primeiros anos.

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O novo programa se conecta ao Plano Municipal de Arborização Urbana, apresentado pela prefeitura em 2025. O plano foi organizado em cinco eixos e reúne ações de plantio, manejo, monitoramento, fiscalização, educação ambiental e comunicação.

A promessa de plantar mais de 130 árvores por dia pode ter impacto direto em regiões mais adensadas e com menor cobertura vegetal. No entanto, o resultado dependerá da distribuição territorial. Uma árvore plantada em área já arborizada não produz o mesmo efeito urbano de uma muda colocada em uma rua sem sombra, com calçada quente e pouca permeabilidade.

Pampulha entra em nova fase

A outra parte do anúncio mira a Pampulha. A prefeitura quer estruturar um modelo de gestão integrada para o complexo. Este modelo inclui a orla, os equipamentos culturais, a Lagoa e o conjunto reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial.

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O prefeito Álvaro Damião afirmou que a proposta de parceria público-privada busca requalificar a Pampulha. Segundo ele, a Lagoa saiu de um nível mais grave de poluição e hoje estaria em nível 3, considerado navegável. A meta da gestão é chegar ao nível 2 até o fim do mandato.

A fala também citou melhorias na orla, como pista de caminhada e corrida mais moderna. A Pampulha é um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. No entanto, combina problemas antigos: poluição da água, manutenção urbana, pressão turística, uso cotidiano por moradores e preservação de um patrimônio reconhecido internacionalmente.

Por isso, o desenho da parceria será decisivo. Uma concessão pode trazer investimento, padronização de serviços e melhor manutenção. Ao mesmo tempo, qualquer modelo envolvendo a Pampulha precisa lidar com preservação cultural. Também deve considerar o uso público da orla, acesso gratuito a espaços de convivência e limites para exploração comercial.

A valorização do Meio Ambiente é prioridade

Além disso, o debate já vinha aparecendo antes do novo anúncio. Especialistas em patrimônio e urbanismo têm cobrado cuidado para que a Pampulha não seja tratada como um espaço comum de exploração turística. Sendo assim, o conjunto tem proteção histórica, paisagística e cultural.

A prefeitura, por sua vez, afirma que o “Viva Pampulha” busca articular cultura, meio ambiente, turismo e inclusão social. Ainda não há, pelo anúncio desta quinta, um edital final com regras, prazos, valores ou obrigações detalhadas.

Por fim, além do Refloresta BH e da Pampulha, o pacote inclui a elaboração do Plano Municipal de Educação Ambiental. O trabalho será desenvolvido pelo Instituto Macuco ao longo de 12 meses, com ações participativas e territoriais. Também foi formalizada parceria para o Plano de Manejo de Equídeos Urbanos, com medidas de cadastro, vacinação, atendimento veterinário, resgate e adoção responsável.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.