HomePolítica e PoderA 'herança' da Copasa: O pacote de R$ 400 milhões que vai...

A ‘herança’ da Copasa: O pacote de R$ 400 milhões que vai rasgar estradas de MG

Publicado em

O Governo de Minas bateu o martelo e anunciou um investimento pesado de R$ 400 milhões para recuperar a malha rodoviária do Sul do estado. A lista de obras, fechada após reuniões com prefeitos em Poços de Caldas e Pouso Alegre, mistura projetos prontos para sair do papel e novas licitações. O detalhe mais curioso dos bastidores é a origem do dinheiro. Os recursos estão diretamente ligados ao processo de desestatização da Copasa, cuja modelagem financeira prevê a destinação de fatias bilionárias para a infraestrutura estadual.

Com a verba garantida, o cronograma foi dividido em três grandes ciclos.

- Publicidade -

As rodovias que entram em obras já em 2026

O primeiro bloco de obras consumirá metade do orçamento inicial, cerca de R$ 200 milhões, focando em gargalos logísticos críticos e na fronteira turística.

Veja o que está previsto para começar imediatamente:

  • MG-179: Recuperação completa entre Alfenas e Machado, e mais 15 km entre Machado e Pouso Alegre.
  • MGC-383: Asfaltamento entre Piranguçu e a divisa com São Paulo (rota para Campos do Jordão).
  • Contornos urbanos: Ordem de serviço para o lote 1 de Andradas; repasse para a Prefeitura executar o contorno de Cambuí (MG-295); e projetos para Guaxupé.
  • Recuperação e Segurança: MGC-383 (Maria da Fé a Itajubá), AMG-1935 (Borda da Mata a Tocos do Moji) e radares na MG-1545.

Leia também:

- Publicidade -

Obras programadas para 2027 e 2028

Foto: Banco de imagem

Para os anos seguintes, o Estado desenhou uma malha de reparos e expansões que ainda pode ser antecipada conforme a execução financeira avance.

  • Foco de 2027: Nova ponte na MG-460 (Munhoz a Toledo); recuperação do asfalto na MG-882 (Silvianópolis a Turvolândia); e novos projetos de conexão entre Andradas, Ouro Fino e Bueno Brandão.
  • Foco de 2028: Recuperação do trecho Cambuí–Consolação (MG-295) e asfaltamento entre Careaçu e Silvianópolis. O governo também estuda antecipar a terceira faixa entre Muzambinho e Nova Resende para 2027.

Impacto na economia e no “Caminhos pra Avançar”

A escolha dos trechos tem uma lógica puramente econômica. Pouso Alegre e a região da BR-381 formam um dos maiores polos industriais, farmacêuticos e agropecuários do Brasil.

Ao pavimentar e recuperar as rotas em direção a São Paulo, o pacote barateia o frete do agronegócio (como o café do Sul de Minas) e impulsiona o turismo interestadual.

- Advertisement -

As intervenções fazem parte do programa Caminhos pra Avançar, que já injetou R$ 6,73 bilhões na infraestrutura mineira nos últimos quatro anos. O desafio agora é acompanhar, na prática, o ritmo das máquinas no asfalto.

- Publicidade -
Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

Notícias Importantes! Arraste pra baixo

O plano de choque Romeu Zema: Petrobras, BB e Caixa privatizados

O primeiro movimento de Romeu Zema rumo à Presidência da República em 2026 foi...

Cleitinho ou Nikolas Ferreira? Quem é o trunfo de Flávio Bolsonaro para eleições em Minas Gerais

Para vencer uma eleição ao governo de Minas Gerais, não basta fazer barulho na...

Quem é Castellar Neto: isenção IR para Alzheimer, futebol amador e articulação

O xadrez político do Palácio Tiradentes ganhou uma nova peça central. Castellar Neto, que...