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De âncora do Fantástico a empresária em BH: a rotina de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha

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Quem acompanhava a programação jornalística da TV Globo na década de 1990 certamente mantém na memória o rosto de Cláudia Cruz na bancada do Jornal Hoje ou apresentando o Fantástico ao lado de Pedro Bial. Quase três décadas após o ápice de sua exposição na televisão aberta, a jornalista construiu uma nova rotina diante dos microfones, desta vez, em Belo Horizonte, enquanto desenvolve uma atividade empresarial bem diferente do telejornalismo nacional.

Casada com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, Cláudia inaugurou na região da Savassi, polo comercial nobre da capital mineira, a Maison de L’orchidée MG. O estabelecimento é especializado na comercialização de arranjos de orquídeas permanentes.

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A proposta de negócios está ancorada na decoração de alto luxo, e a tabela de preços acompanha rigorosamente esse posicionamento de mercado. Um levantamento publicado pelo portal Terra em julho deste ano revelou que os produtos comercializados pela grife variam de aproximadamente R$ 305 a R$ 3,6 mil por arranjo.

Simultaneamente à sua nova faceta como empresária da decoração, Cláudia reapareceu profissionalmente em um território que conhece a fundo: a comunicação.

Ela assumiu a condução do programa Escola Dominical, voltado para o público infantil, transmitido aos domingos, às 9h, pela Rede 89 Maravilha. A própria emissora de rádio destaca a jornalista como apresentadora oficial da atração, que conta também com transmissão em vídeo pelo YouTube.

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A origem do negócio: o alto custo das flores naturais

Curiosamente, foi o elevado preço do mercado botânico tradicional que inspirou a criação da floricultura de luxo. Em relatos anteriores, Cláudia contou que estava em busca de orquídeas para decorar sua própria residência, mas achou os valores das flores naturais muito acima do esperado para um produto com curto tempo de vida. Diante disso, decidiu pesquisar e produzir arranjos permanentes por conta própria.

A jornalista realizou pesquisas de mercado, definiu o nome da marca, selecionou catálogos de fornecedores de materiais e matriculou-se em cursos de especialização no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Nove meses após os primeiros estudos, a Maison foi oficialmente lançada. O grande diferencial da empresa tornou-se o conceito de “orquídeas permanentes de toque real”, eliminando o desgaste do ciclo de vida de uma planta natural, ao produzir composições em vasos finos, peças de centro e sofisticadas caixas para presentes.

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A trajetória na TV e a nova fase política em Minas

Nos anos 1990, ela foi uma das profissionais de maior ascensão na Globo. De acordo com o acervo do Memória Globo, a jornalista ancorou o Jornal Hoje, comandou jornais locais no Rio de Janeiro e teve presença marcante no Jornal da Globo. O auge ocorreu em 1997, quando participou da reformulação do Fantástico e dividiu a apresentação da revista eletrônica dominical com Pedro Bial.

Após deixar a emissora carioca, Cláudia migrou para a Record, onde chegou a apresentar uma edição do Jornal da Record. Nos anos seguintes, sua carreira na televisão aberta foi perdendo frequência, abrindo espaço para projetos paralelos e para a dedicação à família.

Na rádio gospel 89 Maravilha, que alcançou o top 10 de audiência pela primeira vez na Grande BH, ela retorna à comunicação enquanto investe em seu próprio negócio.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.