O Metrópoles confirmou a chegada a Belo Horizonte e já iniciou a operação em Minas Gerais com foco em cobertura local, política, economia e interior do estado. A entrada do portal brasiliense no mercado mineiro de mídia ocorre em um momento de maior atenção nacional sobre Minas, que deve ter papel decisivo nas eleições de 2026.
À frente da sucursal está o jornalista Raphael Veleda, que saiu de Brasília para morar em BH e montar a equipe local. Em conversa com o Moon BH, ele afirmou que a operação começou no fim de fevereiro e já teve, logo de início, uma cobertura de grande complexidade. “Depois de um período de planejamento, iniciamos a operação no final de fevereiro. Já começamos com a difícil cobertura da tragédia das chuvas em Juiz de Fora e região, que noticiamos com reportagem no local”, disse Veleda.
A chegada do Metrópoles aumenta a disputa no jornalismo digital mineiro, especialmente em uma praça que já concentra veículos tradicionais, portais locais, rádios fortes, TVs e uma audiência cada vez mais distribuída entre site, redes sociais, vídeos curtos e aplicativos de mensagem.
O plano, segundo Raphael, é não limitar a operação à capital. A ideia é cobrir Belo Horizonte, política estadual, economia e histórias do interior, aproveitando o alcance nacional do portal.
“Estamos em Minas para fazer cobertura local, política e econômica. O momento político foi importante na nossa decisão, Minas é sempre um estado-chave da eleição e estar aqui faz a diferença na cobertura”, afirmou.
Minas é sempre um estado-chave da eleição. A escolha por Belo Horizonte tem peso editorial e estratégico. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país, tem forte presença no debate nacional e costuma ser tratada como termômetro político. Em 2026, a disputa pelo governo estadual e o papel do estado na corrida presidencial devem atrair atenção de veículos de todo o Brasil.
O Metrópoles chega a BH justamente nesse ambiente. A cobertura política mineira deve ganhar mais concorrência, mais apuração em tempo real e mais disputa por bastidores em Brasília, no Palácio Tiradentes, na Assembleia Legislativa, nas prefeituras e nas articulações partidárias do interior.
Veleda diz que a operação mineira tem duas funções: falar com o leitor local e levar Minas para uma audiência nacional: “O que acontece em Minas interessa ao Brasil, então temos um missão dupla, que é conquistar o público mineiro e também mostrar Minas para o Brasil, suas histórias”, disse.
Nos últimos anos, temas mineiros ganharam projeção nacional em diferentes áreas: mineração, saneamento, energia, eleições, segurança pública, futebol, grandes eventos, turismo, mercado imobiliário, agronegócio e economia do interior. A disputa agora é por quem consegue cobrir essas pautas com rapidez e profundidade. Pacheco, senador mineiro, presidiu o Senado Federal.
“[Estamos] aproveitando o alcance do Metrópoles para contar as boas histórias mineiras. Por isso estamos buscando cobrir tanto BH quanto o interior, o que é um grande desafio nesse enorme estado”, afirmou o jornalista.
Operação em BH terá equipe local e foco em vídeo
A sucursal (como é chamada uma filial em outro estado) também nasce com um componente importante para o jornalismo atual: audiovisual. O Metrópoles já está montando estrutura física em Belo Horizonte, com estúdio para gravações voltadas ao site, redes sociais e YouTube. O escritório ficará no coração da capital: o P7 Criativo, na Praça Sete.
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Veleda não quis cravar prazo para a conclusão da obra, mas confirmou que o vídeo será parte central da estratégia em Minas: “Ah, obra eu prefiro não fazer previsões. Queria que já tivesse pronto, mas demora porque vai ter um estúdio, a gente aposta muito no audivisual, em produzir material que vai pro site, paras redes e pro YouTube, fazer muito vídeo”, disse.
A aposta faz sentido dentro do mercado atual. Portais que antes dependiam quase exclusivamente de texto passaram a disputar atenção em múltiplas frentes. Uma reportagem pode nascer no site, virar corte para redes sociais, render vídeo explicativo, entrevista em estúdio, entrada ao vivo e conteúdo para YouTube.
Em Minas, esse formato ainda encontra espaço para crescer. A televisão segue forte, o rádio tem grande influência e os jornais tradicionais mantêm presença relevante, mas a audiência digital está cada vez mais fragmentada. Quem combina apuração local com distribuição nacional pode ganhar vantagem em momentos de notícia quente.
A equipe mineira, segundo Veleda, será formada com jornalistas locais. A decisão busca unir conhecimento do território com o ritmo editorial do Metrópoles: “Eu vim de Brasília morar em BH e estou formando equipe com jornalistas daqui, acho isso importante, pois eles entendem Minas e eu passo pra eles a cultura do Metrópoles, de força no tempo real, na apuração exclusiva, nas redes sociais”, afirmou.
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Para um veículo nacional, formar equipe local reduz o risco de tratar Minas apenas como cenário eleitoral. Também ajuda a identificar pautas que não chegam facilmente a Brasília ou São Paulo, mas que dizem muito sobre o país. A chegada do Metrópoles a Belo Horizonte reforça a posição de Minas no mapa do jornalismo nacional em 2026. A disputa não será apenas por leitores mineiros, mas por narrativas sobre um estado que costuma influenciar eleições, economia e debates públicos no Brasil.
Para ler o conteúdo do Metrópoles sobre Minas, o leitor pode acessar o perfil do Instagram deles (aqui), ou a editoria no site (aqui).





