HomeMídia em MGRede de R$ 12,55 bilhões contrata Caixa e Alberto Rodrigues, vozes do...

Rede de R$ 12,55 bilhões contrata Caixa e Alberto Rodrigues, vozes do Galo e Cruzeiro

Publicado em

Uma das maiores redes de supermercados de Minas Gerais, o Mart Minas, decidiu apostar nas vozes mais marcantes do futebol mineiro, o narrador dos jogos do Atlético, Mário Henrique Caixa, e do Cruzeiro, Alberto Rodrigues, para dar voz a sua mais recente campanha de publicidade.

Se no varejo, preço é assunto, em Minas, futebol é idioma. O Mart Minas parece ter juntado as duas coisas na mesma prateleira ao escalar Mário Henrique Caixa e Alberto Rodrigues como vozes de sua nova campanha promocional.

- Publicidade -

A rede transformou uma ação de ofertas em peça com clima de clássico mineiro. Em publicação no LinkedIn, o Mart Minas apresentou o “Arraiá Que Dá Jogo”. A ideia é fazer anúncios com os dois comunicadores em um estilo de narração de jogo, o que garante a atenção direta do torcedor.

O curioso da campanha é que as cores do Mart Minas são em tom de verde, justamente as do América-MG.

A jogada une Galo e Cruzeiro sem comprar briga

Existe um risco óbvio quando uma empresa usa futebol em Minas: parecer atleticana demais ou cruzeirense demais. O Mart Minas contornou isso ao colocar os dois lados da rivalidade dentro da mesma campanha.

- Publicidade -

Caixa conversa com a Massa. Alberto conversa com a China Azul. Juntos, eles fazem a marca falar com o estado inteiro sem precisar vestir uma camisa.

Quem cresceu ouvindo clássico no rádio reconhece o tom, a cadência, a provocação e o exagero controlado da narração. A campanha pega esse repertório e aplica a uma situação cotidiana: fazer compra, procurar oferta, tentar economizar.

A estratégia por trás da campanha visa as redes

Há ainda um ponto para além da publicidade. Campanhas assim costumam render conteúdo porque misturam três assuntos de alta aderência: consumo, futebol e personagens reconhecíveis.

- Publicidade -

Para o Mart Minas, é uma forma de gerar lembrança espontânea. Para o público, é uma propaganda que parece resenha. Para o mercado, é um exemplo de como marcas regionais podem disputar atenção sem copiar o tom das grandes redes nacionais.

O movimento também mostra uma tendência mais ampla: o futebol virou uma plataforma de comunicação para empresas que não vendem esporte. Supermercado, banco, construtora, cervejaria, aplicativo e atacarejo querem a mesma coisa: pegar emprestada a emoção da arquibancada para vender produtos comuns. Ainda mais quando consideramos que estamos a poucos dias da Copa do Mundo.

Mart Minas ocupa o top das maiores redes varejistas

No último ranking da Associação Brasileira de Supermercados, ABRAS, a rede aparece em décimo lugar, com faturamento de R$ 12,55 bilhões. A marca, que aposta do atacado e varejo no mesmo ambiente, primeiro expandiu pelo interior de Minas, mas agora quer atacar em Belo Horizonte.

A aposta é chegar com lojas médias em bairros estratégicos da capital e tentar bater de frente com as líderes, em um mercado que está ficando cada vez mais regionalizado.

- Publicidade -
Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

Veja outras notícias