O Santos prometia entregar uma das maiores temporadas que o futebol já viu depois de começar o ano com Neymar, Gabigol, Rony e um dos maiores investimentos do futebol brasileiro, mas o empate por 1 a 1 com o time reserva do Recoleta, na Vila Belmiro, teve um peso amargo de derrota.
O adversário paraguaio viajou ao Brasil praticamente com o time reserva. O Santos chegou a abrir o placar com Neymar, dominou a posse de bola de forma absurda, mas deixou escapar dois pontos que eram tratados como obrigatórios na tabela.
O recado do campo foi duro e direto: ter grife no ataque não resolve o que o time ainda não conseguiu encaixar como coletivo.
O pesadelo dos “80% de posse” de Cuca
O próprio técnico Cuca admitiu na coletiva que “o resultado foi feio”. Os números do jogo ajudam a escancarar a frustração que tomou conta das arquibancadas:
- O Peixe terminou a partida com 80% de posse de bola.
- O time criou dezenas de chances para liquidar a partida.
- Esbarrou no fundamento que um ataque milionário deveria entregar com naturalidade: a definição.
O tropeço não elimina o Santos, mas destrói a margem de erro. Com uma derrota na estreia e apenas um ponto somado em duas rodadas, o clube vê a classificação direta (apenas o líder do grupo avança sem playoff) virar uma missão dramática de recuperação fora de casa.
O desabafo de Neymar e a “Sombra” de Ancelotti
Para Neymar, o empate tem um peso dobrado. A pressão esportiva e emocional transbordou, culminando em uma discussão com torcedores onde o camisa 10 chegou a desabafar dizendo que “faz até mais do que deveria” pelo clube. O craque foi chamado de “gordinho” e entrou em um bate-boca com a torcida.
Além do clima pesado na Vila, a vitrine para a Seleção Brasileira está se fechando. O técnico Carlo Ancelotti já avisou: o craque só entra na conta se estiver 100% fisicamente e entregando intensidade.
O calendário não perdoa:
- Neymar já ficou de fora da convocação de março.
- A lista final para a Copa do Mundo será anunciada no dia 18 de maio.
- Cada partida pelo Santos agora é um teste de sobrevivência.
A chance de Neymar ainda existe?
Hoje, o cenário aponta para uma chance muito pequena. Não por falta de genialidade, mas porque falta a combinação exigida publicamente por Ancelotti: sequência, intensidade e mérito físico.
Um jogo ruim do Santos contra um adversário alternativo não apaga o talento absurdo de Neymar, mas enfraquece o argumento de que ele é uma solução confiável e imediata para o Mundial.
A porta da Seleção continua semiaberta, mas o caminho é impiedoso. Ou ele passa a sustentar uma minutagem alta e decide as partidas maiores sem novas lesões, ou a Copa do Mundo de 2026 ficará apenas no campo da memória.