A chegada de Cuca recolocou a base no centro do debate no Santos. Com um elenco cercado por nomes de impacto, como Neymar, Gabriel Barbosa e Rony, o treinador já percebe que o time não vai se sustentar apenas no peso dos medalhões. O cenário atual aponta para um uso mais inteligente dos jovens, seja para aumentar intensidade, corrigir carências do elenco ou dar respostas mais baratas e funcionais em meio ao calendário. A leitura interna é que há espaço real para pelo menos alguns garotos crescerem ainda neste primeiro semestre.
Santos de Cuca ainda busca equilíbrio
A principal preocupação do técnico neste início de trabalho é encontrar um time mais equilibrado. Em análise recente, o ge mostrou que Cuca adotou um caminho de “feijão com arroz” em sua reestreia, com linhas mais baixas, menos exposição e foco em solidez defensiva antes de soltar o time. Essa escolha ajuda a explicar por que a base pode ganhar minutos: em um elenco que tem talento, mas ainda busca encaixe coletivo, os jovens aparecem como alternativa para dar perna, recomposição e intensidade sem exigir nova ida ao mercado.
Gabriel Bontempo é o nome mais pronto hoje no Santos
Entre os garotos, Gabriel Bontempo parece ser quem chega mais preparado para ajudar imediatamente. O meia já apareceu em formações prováveis de Cuca como opção real no setor central e foi testado como alternativa para a vaga de Willian Arão, o que mostra confiança tática da comissão.
Antes mesmo da troca de treinador, Bontempo já vinha ganhando espaço no elenco principal e construindo minutagem relevante. A combinação entre mobilidade, circulação e capacidade de aproximar setores faz dele um nome útil para um time que ainda tenta equilibrar talento ofensivo com organização sem a bola.
Robinho Jr. tenta recuperar terreno
Outro nome observado de perto é Robinho Jr.. O atacante voltou ao radar ao elogiar publicamente os treinos de Cuca e deixar claro que tenta recuperar espaço no elenco. Num setor congestionado por várias opções de frente, ele surge como peça de imprevisibilidade, capaz de acelerar jogos travados com drible, condução e agressividade perto da área.
O desafio, porém, é justamente a concorrência pesada. No curto prazo, o caminho mais natural parece ser uma utilização gradual, principalmente como arma de segundo tempo.
Rafael Gonzaga e Mateus Xavier representam respostas diferentes
A situação de Rafael Gonzaga chama atenção porque ataca uma carência concreta do elenco. Com a lesão de Vinícius Lira, o lateral de 18 anos ganhou espaço e passou a ser visto como alternativa prática para o setor. Já Mateus Xavier aparece em outro estágio: foi integrado ao profissional no começo do ano, foi artilheiro do Santos na Copinha com quatro gols e segue como ativo importante para médio prazo. Em resumo, Gonzaga parece mais ligado à urgência do elenco, enquanto Mateus simboliza um investimento de desenvolvimento que pode render frutos ao longo da temporada.
No próximo compromisso, o Santos recebe o Remo na quinta-feira, 2 de abril, às 19h, na Vila Belmiro, pela 9ª rodada do Brasileirão. A transmissão prevista é de sportv e Premiere. Mais do que o resultado, o jogo pode servir como novo termômetro para medir até onde Cuca está disposto a abrir espaço aos jovens neste início de trabalho.