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Robinho Jr. no Santos: atacante ganha espaço com Cuca e vira ativo milionário

A reestruturação do Santos sob o comando do técnico Cuca começou a movimentar a hierarquia interna do CT Rei Pelé. O atacante Robinho Jr., que vinha perdendo espaço na rotação principal, voltou a figurar como uma opção viável para a comissão técnica às vésperas da maratona de abril no Campeonato Brasileiro.

O entusiasmo do jogador com a nova metodologia de trabalho ficou evidente nesta semana. Robinho Jr. elogiou publicamente o comandante, afirmando que o treinador “dá uns treinos muito bons”, sinalizando que o ambiente de testes na Vila Belmiro reabriu a janela de oportunidades para os garotos da base.

Testes táticos e a lesão de Gabigol aceleram a ascensão da joia

O roteiro de retomada individual de Robinho Jr. ganha tração devido a um alinhamento de fatores médicos e táticos. O Santos perdeu Gabigol para o compromisso imediato contra o Remo em função de um edema no músculo sóleo. Com o setor ofensivo desfalcado e o lateral Mayke também no departamento médico, Cuca intensificou as observações no elenco.

Durante o jogo-treino realizado contra a equipe Sub-20 neste sábado, Robinho Jr. voltou a ser o centro das atenções. O novo treinador tem utilizado os dias sem jogos oficiais para testar diferentes composições de ataque e dinâmicas de bola parada, criando o ecossistema perfeito para quem precisa mostrar serviço.

No futebol profissional, o sobrenome não sustenta titularidade, mas a combinação de uma boa resposta física nos treinos com a carência de peças ofensivas pode ser o passaporte definitivo para a reintegração da promessa ao time principal.

Santos planeja transformar minutagem em respiro financeiro

Foto: Divulgação/Santos

Para a diretoria do Santos, a ascensão de Robinho Jr. extrapola as quatro linhas. O atacante é um ativo de formação crucial em um momento de asfixia contábil. O clube encerrou o exercício de 2024 com um déficit alarmante de R$ 105,2 milhões e um patrimônio líquido negativo na casa dos R$ 529,9 milhões.

Com a projeção de um novo déficit para 2026, a gestão da Vila Belmiro é obrigada a olhar para a base sob uma lente estritamente comercial. Cada garoto promovido ao profissional deixa de ser apenas uma aposta esportiva para se tornar uma potencial linha de receita no balanço financeiro.

Neste cenário de crise, equilibrar a competitividade no Brasileirão com a vitrine para jovens talentos não é uma escolha de Cuca, mas uma diretriz institucional de sobrevivência. Dar espaço a Robinho Jr. significa pavimentar o caminho para uma futura injeção de capital.

Roteiro de valorização dita o ritmo antes da vitrine europeia

É importante ressaltar que, até o momento, o Santos não tem na mesa nenhuma proposta formal ou sondagem oficial com cifras milionárias pelo garoto. A diretoria trata Robinho Jr. como um ativo em estágio de maturação, e não como uma venda de liquidação iminente.

O plano de negócios desenhado nos bastidores segue o roteiro clássico do mercado brasileiro: primeiro, o atleta conquista minutagem e espaço com o treinador; depois, ganha visibilidade nacional e inflaciona seu valor de mercado. Apenas na terceira etapa é que o mercado europeu entra com propostas concretas.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.