O Santos decidiu subir o tom na tentativa de contratar o atacante Rony, do Atlético-MG. O executivo Alexandre Mattos viajou pessoalmente a Belém (PA) para reunir-se com o estafe do jogador e tentar destravar o negócio. Porém, a operação esbarra em um abismo financeiro: o Peixe acena com cerca de R$ 11 milhões, enquanto o Galo tem em mãos sondagens rivais (Corinthians) que dobram esse valor.
A missão de Mattos em Belém pelo Santos
A viagem do executivo santista tem um objetivo claro: criar um “atalho”. Mattos foi se encontrar com Hércules Júnior, pai e agente de Rony, para alinhar salários e projeto esportivo. A estratégia do Santos é fechar com o atleta para, depois, apresentar ao Atlético uma engenharia financeira que viabilize a saída.
O Santos planeja usar parte dos recursos da venda de Guilherme (cerca de R$ 11 milhões) para fazer a compra. O problema é que o Atlético-MG considera esse valor insuficiente para liberar um ativo que custou caro aos cofres mineiros.
O “Fator Corinthians” e o Prejuízo

O Atlético-MG pagou cerca de R$ 35 milhões (€ 6 milhões) para tirar Rony do Palmeiras em 2025 e tem contrato com ele até o fim de 2027. Aceitar os R$ 11 milhões do Santos significaria assumir um prejuízo contábil gigantesco em pouco tempo.
Para piorar a situação do Peixe, o Corinthians entrou no circuito. Segundo informações da ESPN, o Timão sinalizou com uma negociação na casa dos R$ 25 milhões. Esse valor virou a âncora de preço do Galo: se há quem pague mais que o dobro, a oferta santista se torna inviável sem uma contrapartida criativa ou aumento drástico das cifras.
Análise Moon BH: A conta não fecha
A ida de Alexandre Mattos ao Pará mostra que o Santos tem urgência e vê em Rony o “homem-gol” para o time de Vojvoda. Mas vontade não paga boleto. O Atlético-MG, que já investiu pesado, não tem motivo lógico para aceitar uma proposta de R$ 11 milhões se o mercado (leia-se Corinthians) acena com R$ 25 milhões.
Para o Galo, liberar Rony só faz sentido se o dinheiro voltar ou se o negócio resolver um problema de fluxo de caixa com garantias bancárias firmes. Se o Santos não subir a oferta, a viagem de Mattos servirá apenas para ouvir um “não” presencialmente. O Galo quer vender, mas não quer rasgar dinheiro.