O Santos decidiu pisar no acelerador no mercado da bola para garantir um reforço de peso para o ataque ainda nesta janela de janeiro. A diretoria alvinegra avançou consideravelmente nas tratativas para contratar o atacante Michael, do Flamengo, e trata o negócio como “muito próximo” de um desfecho positivo.
A operação, que envolve cifras importantes para a realidade do clube, gira em torno de um investimento na casa de R$ 16 milhões para adquirir o jogador em definitivo ou compor um empréstimo oneroso com obrigações, oferecendo ao “Robozinho” um contrato válido por três temporadas.
O acordo pode ser selado ainda nesta semana. A pressa do Peixe tem justificativa técnica e tática: após a saída de Guilherme para a MLS e as dificuldades encontradas na negociação por Rony (do Atlético-MG), a comissão técnica identificou a urgência de um ponta “agudo”, capaz de quebrar linhas com drible e velocidade.
Michael, que está fora dos planos do técnico Filipe Luís no Flamengo para 2026, encaixa perfeitamente no perfil de “solução imediata” que a Vila Belmiro exige para o Paulistão.
Por Que Michael no Santos? O Perfil do Caos
A escolha por Michael não é aleatória; é uma resposta às carências do elenco santista. O time precisa de repertório ofensivo no um-contra-um, algo que ficou escasso no plantel atual. Para o Santos, o atacante oferece três trunfos claros:

- Adaptação Zero: Diferente de uma aposta estrangeira, Michael conhece o futebol brasileiro, a pressão de time grande e os gramados do país.
- O “Fator Drible”: É o jogador que destrava defesas fechadas, característica vital em jogos truncados do estadual e da Série A.
- Oportunidade de Mercado: Com contrato longo no Flamengo (até 2028), mas sem espaço no time titular, ele virou um ativo “negociável” para o Rubro-Negro, que busca aliviar a folha salarial.
O Obstáculo dos R$ 2 Milhões no Flamengo
Apesar do otimismo, existe um “elefante na sala”: o salário. No Flamengo, os vencimentos de Michael giram em torno de cifras que o Santos não consegue pagar integralmente sem comprometer o orçamento (especula-se algo próximo de R$ 2 milhões mensais com luvas). A engenharia do negócio passa por resolver essa equação.
Se for compra definitiva pelos R$ 16 milhões citados, o jogador provavelmente teria que readequar seus ganhos a um contrato mais longo (3 anos). Se for empréstimo, o Flamengo teria que topar dividir uma fatia considerável dos salários. O avanço das últimas horas sugere que as partes encontraram um denominador comum financeiro.