O Santos decidiu que 2026 será o ano da ousadia. Com a permanência de Neymar garantida e o retorno de Gabigol anunciado, o Peixe avançou nas últimas horas para fechar a terceira peça do seu ataque estelar: Rony, do Atlético-MG. A diretoria santista trabalha para concluir a operação no início da próxima semana, transformando o sonho em realidade.
O negócio é tratado como uma compra definitiva, com valores que podem chegar a € 5 milhões (cerca de R$ 32,5 milhões), somando a quantia fixa e bônus por metas.
A pressa da diretoria tem uma justificativa clara: entregar ao técnico um elenco pronto para a pré-temporada e consolidar o projeto de “impacto” que marca o retorno à elite e a ambição de títulos. A chegada de Rony adicionaria a intensidade física e a velocidade que complementariam o talento de Neymar e a finalização de Gabigol.
Bases Acertadas no Santos: Rony aceita contrato de 3 anos na Vila
Se depender do jogador, o negócio sai. O Santos já superou a etapa mais difícil com o estafe do atleta e alinhou as bases contratuais.
A ESPN apurou que o acordo verbal prevê um vínculo de três temporadas, com possibilidade de renovação automática por mais um ano. Rony, que se reapresentou no Atlético-MG dizendo que “se não me mandarem embora, estou aqui”, nos bastidores vê com bons olhos a mudança de ares, especialmente pela possibilidade de protagonismo em um ataque histórico ao lado de duas estrelas mundiais.
A Conta do Galo: € 4 milhões fixos e alívio na folha

Para o Atlético-MG, a venda é estratégica. O clube mineiro não tem interesse em emprestar o jogador e prioriza a venda definitiva para recuperar parte do investimento e, principalmente, se livrar de um custo mensal alto. De acordo com a Rádio Itatiaia, a pedida do Galo foi clara:
- € 4 milhões fixos (R$ 26 milhões) garantidos;
- € 1 milhão em metas (R$ 6,5 milhões) condicionadas a performance. Além da entrada de caixa, a saída de Rony representa um alívio imediato na folha salarial, já que seus vencimentos superam a casa de R$ 1 milhão por mês, valor considerado alto para um jogador de 30 anos em um elenco que passa por rejuvenescimento.
Análise Moon BH: O Ataque de Milhões (e de Riscos)

O Santos está montando um “All-In” para 2026. A formação Neymar-Gabigol-Rony é, no papel, o ataque mais midiático e técnico do continente. Rony é a peça tática fundamental desse trio: enquanto Neymar cria e Gabigol finaliza, Rony é quem vai correr, marcar pressão e abrir espaços, fazendo o “trabalho sujo” que equilibra o time. Financeiramente, é um risco alto assumir três salários desse porte (mesmo com o Galo querendo se livrar de Rony).
Se o time encaixar, o retorno de marketing e campo paga a conta. Se não, o Santos terá uma folha salarial de Champions League com receitas de Brasileirão. A aposta é alta, mas a recompensa pode ser histórica.