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Frase de Leila Pereira, do Palmeiras, sobre críticas do Flamengo: “Esqueceram a final da Libertadores”

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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu às críticas feitas pelo Flamengo sobre a arbitragem do futebol brasileiro após as polêmicas da partida entre Vitória e Palmeiras. A dirigente classificou o posicionamento rubro-negro como uma “cara de pau absurda” e relembrou o que ocorreu na final da Copa Libertadores de 2025.

A declaração foi concedida à TV Palmeiras antes da vitória alviverde por 3 a 0 sobre o Fortaleza, no domingo, 2 de agosto, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

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“Será que a carapuça serviu? A coisa fica mais ridícula a partir do momento em que o Flamengo diz que o Palmeiras é o clube mais beneficiado pela arbitragem. Eu acho isso uma cara de pau absurda. Acho que eles esqueceram do que aconteceu na final da Libertadores”, afirmou Leila Pereira.

Por que Leila Pereira citou a final da Libertadores?

A presidente fazia referência à decisão da Libertadores de 2025, disputada entre Palmeiras e Flamengo. Na ocasião, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0, com gol de Danilo, e conquistou o título continental.

A principal reclamação palmeirense ocorreu ainda no primeiro tempo. Erick Pulgar atingiu a canela de Bruno Fuchs com as travas da chuteira quando a partida estava paralisada. O volante do Flamengo recebeu apenas o cartão amarelo, e o VAR não recomendou que o árbitro Darío Herrera revisasse o lance no monitor.

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Integrantes do Palmeiras consideravam que Pulgar deveria ter sido expulso. Leila utilizou o episódio para contestar a acusação de que o clube paulista seria favorecido pelas decisões da arbitragem.

“Nunca me viram questionando decisões da arbitragem de campo. Eu acho que a arbitragem não pode servir de muleta, mas aquilo lá todo mundo viu”, completou a presidente.

Discussão começou após Vitória x Palmeiras

O jogador Mauricio, da SE Palmeiras, comemora seu gol
O jogador Mauricio – Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

A nova disputa entre os clubes teve início depois do confronto entre Vitória e Palmeiras, realizado no Barradão pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Durante a partida, Mauricio acertou o braço no rosto do zagueiro Cacá em uma disputa pela bola. O jogador do Vitória precisou receber atendimento, enquanto o meia do Palmeiras foi advertido apenas com o cartão amarelo. O árbitro de vídeo não recomendou uma revisão para possível expulsão.

A diretoria do Vitória protestou contra a decisão. O clube baiano também reclamou das expulsões de Cacá e Matheuzinho durante a partida e publicou mensagens irônicas nas redes sociais para questionar o trabalho da equipe de arbitragem.

A polêmica ganhou um novo capítulo quando Mauricio foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O julgamento foi marcado para esta terça-feira, 4 de agosto. Caso seja condenado por conduta violenta, o meia poderá receber uma suspensão de uma a seis partidas.

Palmeiras questionou critérios do STJD

O Palmeiras divulgou uma nota oficial para criticar a denúncia contra Mauricio. O clube alegou que a medida desrespeitava a decisão tomada pelo árbitro dentro de campo e questionou a diferença de tratamento dada a episódios semelhantes.

No comunicado, o Alviverde citou lances protagonizados por Raniele, do Corinthians, e Erick Pulgar, do Flamengo. Segundo o Palmeiras, os jogadores também atingiram adversários com os braços durante a rodada, mas não foram denunciados pelo STJD.

A diretoria ainda recordou outras punições sofridas pelo clube em 2026. Entre elas, a suspensão de sete partidas aplicada a Abel Ferreira, o gancho recebido por Paulinho após uma comemoração contra o Flamengo e a punição de Allan pela expulsão diante da Chapecoense.

Flamengo acusou Palmeiras de ser beneficiado

Após ser citado na manifestação palmeirense, o Flamengo publicou uma nota extensa para responder ao rival. O clube carioca afirmou que o Palmeiras vinha sendo “reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem”.

O Rubro-Negro utilizou um levantamento sobre as intervenções do VAR desde o Campeonato Brasileiro de 2020. De acordo com os números apresentados, o Palmeiras acumulava 65 decisões alteradas a seu favor e 47 mudanças contrárias, alcançando um saldo positivo de 18 intervenções.

O Flamengo também criticou o comportamento de jogadores e integrantes da comissão técnica do Palmeiras durante as partidas. Segundo o clube, os palmeirenses cercam árbitros e pressionam as equipes de arbitragem de maneira frequente.

Leila Pereira contestou o uso dos números. Para a dirigente, uma intervenção do VAR representa a correção de uma decisão equivocada tomada inicialmente pelo árbitro e não comprova a existência de favorecimento.

“Ainda bem, porque, se houve intervenção do VAR, é porque houve erro na arbitragem. O VAR veio para corrigir esse erro. O que o Flamengo queria? Que os erros persistissem? Eles querem que a arbitragem volte às tecnologias do passado? Foi uma nota muito sem pé nem cabeça”, declarou.

Rivalidade entre Palmeiras e Flamengo aumenta fora de campo

Bap e Leila Pereira, presidentes do Flamengo e Palmeiras
Foto: flickr Flamengo / Palmeiras

Palmeiras e Flamengo se consolidaram como dois dos principais concorrentes pelos títulos nacionais e continentais nos últimos anos. A disputa, porém, ultrapassou as quatro linhas e passou a envolver discussões sobre arbitragem, organização do futebol e distribuição de receitas.

Após a resposta de Leila, Abel Ferreira também criticou a manifestação rubro-negra. O treinador voltou a mencionar a decisão da Libertadores de 2025 e afirmou que o episódio continuará sendo lembrado quando o Palmeiras for acusado de receber benefícios.

Enquanto os clubes ampliam a troca de acusações, Mauricio aguarda o julgamento no STJD. Uma eventual suspensão poderá retirar o meia de partidas importantes do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, competição em que o Alviverde e o Flamengo voltam a disputar as primeiras posições.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.