O empate por 1 a 1 com o Cerro Porteño, em Assunção, não derruba o Palmeiras na Libertadores, mas entregou uma conta salgada para Abel Ferreira. A frustração do treinador após o apito final expôs o incômodo com a falta de contundência do Verdão, que viu uma vitória palpável escorregar pelos dedos. O tropeço custou a liderança isolada do Grupo F e coloca a equipe na reta final da primeira fase sem margem para novos erros.
A irritação de Abel e o preço do desperdício
A insatisfação do técnico português não foi provocada puramente pelo placar de La Nueva Olla, mas pela sensação amarga de oportunidade jogada no lixo. Abel Ferreira escancarou sua contrariedade com o alto número de chances criadas e não convertidas pelo ataque alviverde, somando suas críticas também ao estado do gramado paraguaio.
O castigo pelo desperdício veio imediatamente na matemática da chave:
- Novo Líder: O Sporting Cristal venceu o Junior Barranquilla, chegou aos seis pontos e assumiu a ponta do grupo.
- Tabela Embolada: O Palmeiras estacionou nos cinco pontos, vendo o próprio Cerro Porteño igualar a sua pontuação.
O cenário, que poderia ter sido de conforto absoluto com uma vitória fora de casa, agora exige atenção máxima. Abel também criticou a quantidade de jogos seguidos do time: “[O maior problema] é o descanso. O grande problema é não termos descanso. Esse é que é o grande problema da equipe”.
O diagnóstico: Mais letalidade para evitar sustos

O tropeço no Paraguai revela um sintoma perigoso no momento do Palmeiras. A equipe não vive absolutamente nenhuma crise técnica: segue organizada, competitiva e com amplo domínio territorial. O problema é a oscilação de letalidade.
O time tem falhado exatamente no quesito que define campeões em torneios curtos e mata-matas: a frieza para “matar” as partidas quando o adversário está nas cordas. Volume de jogo e superioridade tática não bastam na Libertadores quando a conclusão não acompanha. A leitura interna é clara: a equipe precisa parar de perdoar os rivais quando os jogos parecem sob controle.
A resposta imediata no calendário
O fator positivo para a comissão técnica é que há fôlego e calendário suficientes para a correção de rota, além de um elenco com maturidade provada para absorver a cobrança.
Os próximos passos oferecem os palcos ideais para a recuperação:
- Brasileirão: O Verdão busca aliviar a tensão neste sábado (2), às 18h30, recebendo o Santos no Allianz Parque, pela 14ª rodada (com transmissão do Premiere).
- Final antecipada no Peru: Logo na terça-feira (5), às 19h, a equipe volta à Libertadores para um duelo direto contra o Sporting Cristal no estádio Alejandro Villanueva. É a chance de ouro para atacar o líder frente a frente e retomar o controle do Grupo F.
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