O Palmeiras trabalha com um plano ousado para recuperar o lateral Joaquín Piquerez antes da pausa do calendário. Primordialmente, o uruguaio entrou em um protocolo intensivo no Núcleo de Saúde e Performance após passar por uma cirurgia no tornozelo direito no fim de março.
Atualmente, o foco reside em garantir seu retorno ainda neste primeiro semestre, embora a comissão técnica monitore de perto os riscos de uma possível recaída física.
Estimativa de retorno e cenário atual
Consequentemente, a estimativa interna aponta para um retorno oficial entre o fim de maio e o início de junho. Além disso, esse prazo coincide com a reta final de jogos antes da interrupção para as competições internacionais.
Entretanto, o cenário imediato permanece controlado pelo departamento médico. Por enquanto, Piquerez segue exclusivamente em sessões de fisioterapia e ainda não iniciou a fase de transição no campo. Portanto, ele continua fora da maratona imediata de partidas do Verdão, clube que é o Palmeiras.
O risco médico da recuperação acelerada
De fato, a tentativa de antecipar a volta possui um fator externo de grande peso: a disputa por espaço na seleção uruguaia. Todavia, esse contexto aumenta consideravelmente o risco de uma nova lesão ligamentar.
Segundo protocolos médicos esportivos, o retorno precoce após intervenções cirúrgicas pode gerar instabilidade articular crônica.
Nesse sentido, o ponto crítico não reside apenas em estar disponível para jogar, mas em garantir que o tecido esteja completamente cicatrizado.
Por outro lado, acelerar esse processo pode custar caro para a continuidade do atleta no restante da temporada, especialmente porque o Palmeiras precisa tomar decisões estratégicas.
O dilema tático de Abel Ferreira
Dessa maneira, o clube precisa equilibrar o interesse de curto prazo com a segurança do jogador. Inclusive, para Abel Ferreira, a ausência de Piquerez vai muito além da simples reposição de peças.
O lateral oferece amplitude ofensiva e alta qualidade na saída de bola sob pressão. Além disso, sua leitura defensiva sustenta o bloco alto do time com intensidade constante.
Em suma, liberar um atleta sem 100% de segurança física transformaria uma solução imediata em um problema de longo prazo na equipe do Palmeiras.
Logo, a volta de Piquerez é tratada como um movimento estratégico e não meramente emergencial. Afinal, o Palmeiras entende que precisa do jogador inteiro para as fases decisivas do ano.
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