O Palmeiras já demonstrou que sabe vender caro. Agora, uma nova leva de ativos da Academia coloca o clube novamente no centro do mercado internacional — com nomes em diferentes estágios de negociação. Existem valores já circulando. Além disso, pelo menos uma proposta concreta foi recusada nas últimas semanas.
O orçamento alviverde prevê R$ 399 milhões em receitas com venda de atletas em 2026. Para chegar lá, o clube conta com cinco nomes em faixas distintas de valor e maturidade: Allan, Eduardo Conceição, Erick Belé, Heittor e Riquelme Fillipi.
O ativo mais imediato: Allan sob pressão crescente da Europa
O nome mais pronto para uma supervenda é o meia-atacante Allan, de 21 anos. O Palmeiras já recusou uma proposta do Napoli na casa de 35 a 40 milhões de euros entre fixo e bônus. Além disso, rejeitou uma do Zenit, que foi inferior. Mais recentemente, o Newcastle sinalizou interesse com cifra próxima de 46 milhões de euros. Agora o clube aguarda a abertura da próxima janela de transferências para formalizar a oferta.
Internamente, o clube adota posição clara: só negocia Allan por uma proposta de pelo menos 45 milhões de euros em valores fixos. Ele tem 21 anos e contrato até dezembro de 2029. Portanto, há margem de valorização e a comissão técnica o vê como peça de difícil reposição no modelo de jogo.
O teto mais alto: Eduardo Conceição como próximo fenômeno da fila

Se Allan é o dinheiro mais imediato, Eduardo Conceição representa o teto mais elevado desta geração. O atacante de 16 anos acumula sondagens do Manchester City, do Barcelona e do Chelsea. Destaca-se que as negociações do Grupo City já estão em estágio avançado, segundo apuração recente.
O Palmeiras trabalha com expectativa de venda próxima de 50 milhões de euros entre fixo e bônus. A proposta inicial já circulante — em torno de 25 milhões de euros — foi recusada. Além disso, há um detalhe regulatório que molda o negócio: Eduardo só pode deixar o Brasil ao completar 18 anos, em dezembro de 2027. Assim, ele repetiria o modelo de Endrick e Estêvão. Isso significa que uma eventual venda agora turbinaria o caixa. No entanto, a transferência física só ocorreria no futuro.
Os números do contrato reforçam a posição do Palmeiras: vínculo até 2029 e multa rescisória de 100 milhões de euros para o exterior. O clube também possui 90% dos direitos econômicos do jogador.
Os três outros nomes e o que cada um vale no mercado hoje

- Erick Belé (19 anos): Liverpool, PSG e Parma sinalizam ofertas em torno de 20 milhões de euros. O Palmeiras pede o dobro — cerca de 40 milhões de euros. Contrato até junho de 2028. É o ativo com maior potencial de explosão de valor caso ganhe mais minutos com Abel Ferreira no profissional.
- Heittor (18 anos): O Grupo City formalizou proposta de aproximadamente 20 milhões de euros. O Palmeiras detém 100% dos direitos econômicos. O jogador já atingiu a maioridade, o que torna uma eventual saída mais simples de executar do ponto de vista regulatório do que a de Eduardo Conceição. Seu contrato vai até junho de 2029.
- Riquelme Fillipi: O Copenhagen sinalizou interesse entre 7 e 8 milhões de euros. O Palmeiras endureceu e aponta negociação apenas em torno de 15 milhões entre fixo e bônus. É o nome menos badalado do grupo, mas conta com mercado comprador identificado e valor de saída já público.
Ficha: os três modelos de negócio do Palmeiras neste ciclo
Venda definitiva direta — Allan, Heittor, Belé e Riquelme: transações possíveis na próxima janela, com parte variável em bônus por metas.
Venda antecipada com transferência futura — Eduardo Conceição: o clube recebe o valor agora. Contudo, o jogador só deixa o país aos 18 anos, em dezembro de 2027.
Meta financeira 2026 — R$ 399 milhões em receitas com transferências, segundo o orçamento oficial do clube. Allan e Heittor são os candidatos mais imediatos a fechar negócio ainda nesta temporada.