Thiago Almada continua sendo um nome que faz sentido no Palmeiras, mas hoje a discussão passa menos pelo talento e muito mais pela conta. O meia argentino, que custou uma fortuna ao Atlético de Madrid, voltou a ser tema de mercado após perder espaço na Espanha.
Em janeiro, o Verdão chegou a sinalizar uma investida pesada. Relatos da imprensa argentina apontaram uma oferta de 20 milhões de euros por apenas 50% dos direitos do jogador. Na época, o negócio não andou, mas o cenário de abril mudou drasticamente a favor do clube brasileiro.
Agora até uma venda de Luighi pode acontecer, como mostrou o Moon BH, ara ajudar a financeiar a compra do jogador para o meio do ano.
O drama de Almada com Diego Simeone
O que era uma preocupação em janeiro virou uma crise técnica para o jogador. Para não chegar enfraquecido à Copa do Mundo de 2026, Almada precisa de minutos que simplesmente não existem hoje em Madrid.
Confira os números que ligam o sinal de alerta:
- Minutagem: Apenas 149 minutos jogados nos últimos sete jogos.
- Escanteio: Ficou sem entrar em campo em 6 dos últimos 10 compromissos do Atlético.
- Jogos Grandes: Zero minutos contra Real Madrid, Barcelona e Tottenham.
O Atlético de Madrid pagou 21 milhões de euros pelo meia em 2025 e tem contrato com ele até 2030. No entanto, o “esquecimento” no banco de reservas pode forçar uma engenharia financeira para sua saída em julho.
Ele cabe no time de Abel Ferreira?

Tecnicamente, a resposta é um sim absoluto. Thiago Almada é o perfil exato que Abel Ferreira aprecia: versátil, capaz de atuar como meia central ou ponta construtor, ocupando espaços entrelinhas com inteligência.
O problema é que o Palmeiras de abril não é o mesmo de janeiro. O elenco se encorpou e o “espaço vazio” já tem donos:
- Jhon Arias: Consolidado como motor do time pelos lados e por dentro.
- Mauricio: Peça chave na armação e chegada à área.
- Andreas Pereira: O pilar de criação que dita o ritmo do jogo.
Veredito: Reforço necessário ou luxo caro?
Em janeiro, Almada seria a resposta para uma carência criativa. Hoje, ele é um luxo técnico. Um “luxo” que qualquer treinador gostaria de ter, mas que custa entre 20 e 30 milhões de euros e tem salário alto.
O negócio só parece razoável se o Atlético de Madrid aceitar um modelo de empréstimo com obrigação de compra ou se o Palmeiras decidir que o argentino é o jogador capaz de elevar o teto do time para o Mundial de Clubes.