Se a ideia é encontrar um nome que realmente faça sentido para o Palmeiras na janela do meio do ano, o alvo mais concreto hoje é Nino. O zagueiro do Zenit foi definido internamente como prioridade, teve avanço com o staff e segue em negociação pensada para o segundo semestre.
O diretor Anderson Barros admitiu recentemente que o clube aposta na contratação e vê espaço para a operação amadurecer “no tempo certo” — enquanto o clube russo, que travou a saída em fevereiro, já se mostra aberto a conversar para depois do meio do ano.
O tamanho da conta que o Palmeiras toparia pagar
O ponto que torna a pauta mais interessante é o preço. O Zenit pede até 12 milhões de euros (cerca de R$ 75,2 milhões) para vender Nino — uma cifra pesada para um zagueiro de 28 anos, ainda mais porque o clube russo pagou 5 milhões de euros ao Fluminense em janeiro de 2024 para levá-lo.
Em outras palavras, o Palmeiras não estaria comprando uma aposta: estaria pagando caro por um defensor já pronto, com histórico de liderança, bagagem de Libertadores e perfil de titular imediato.
Compra de segurança, não de vitrine
O mercado do Palmeiras para julho deve ser menos sobre “nome de impacto” e mais sobre correção fina de elenco. O clube entrou em 2026 com carências defensivas, priorizou a busca por zagueiros após um início ruim do setor e seguiu atrás de Nino mesmo sem conseguir fechar no primeiro semestre.
Há também um detalhe de mercado que pesa a favor: Nino tem contrato com o Zenit até junho de 2028, então o Palmeiras sabe que não haverá desconto de fim de vínculo. Se vier, será por convicção técnica. E convicção existe: o clube enviou representante para negociar e manteve o nome vivo mesmo depois da negativa inicial dos russos.
Como Nino se encaixaria no time de Abel Ferreira
Taticamente, o encaixe parece bastante lógico. Nino foi capitão e um dos pilares defensivos do Fluminense campeão da Libertadores, além de se destacar pela bola aérea e pela participação ofensiva em jogadas de área. Abel Ferreira enxerga nele um zagueiro capaz de entregar comando, imposição e repertório de jogo grande — três atributos que pesam muito no sistema do treinador português.
Seria uma contratação para elevar o nível de competição da zaga e dar ao Palmeiras um defensor mais pronto para jogos de mata-mata. Não é o tipo de reforço que vende camisa sozinho, mas é o que encurta caminho em torneio grande.