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Palmeiras descarta retorno de Caio Paulista mesmo após lesão de Piquerez? A decisão de Abel Ferreira

A lesão de Joaquín Piquerez abriu uma carência real na lateral esquerda do Palmeiras, mas nem isso foi suficiente para recolocar Caio Paulista no radar imediato do clube. A possibilidade de pedir o jogador de volta ao Grêmio não foi sequer cogitada pela cúpula alviverde. O detalhe mais relevante é justamente esse: o Palmeiras prefere remendar a posição com soluções internas a reabrir um ciclo que já considera superado.

O que Caio Paulista vale hoje

Do ponto de vista de mercado, Caio ainda é um ativo relevante, mas longe do status que tinha quando chegou. No Transfermarkt, o lateral aparece avaliado em € 2 milhões (cerca de R$ 11,9 milhões), tem 27 anos e segue com vínculo com o Palmeiras até 31 de dezembro de 2028, embora esteja emprestado ao Grêmio até o fim desta temporada.

Sobre salário, informações de bastidor apontam para vencimento estimado em cerca de R$ 700 mil por mês, com o Grêmio pagando metade e o Palmeiras arcando com a outra parte durante o empréstimo. Como esse dado não foi confirmado oficialmente por nenhum dos clubes, deve ser tratado como estimativa.

Por que a aposta não funcionou no Palmeiras

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Quando foi contratado, Caio podia cumprir até três funções no sistema de Abel Ferreira: lateral-esquerdo, ala em linha com três zagueiros e papel mais avançado pelo corredor. Essa polivalência explicava a lógica da contratação. O problema é que a teoria não virou encaixe duradouro.

Nos bastidores, o lateral era o menos usado da posição e praticamente havia sumido dos testes do treinador ainda em 2025. Quando o Grêmio abriu negociação pelo empréstimo, ficou claro que ele não teria espaço no elenco de Abel em 2026. Ele até tinha características que agradavam no papel — mas não sustentou rendimento suficiente para virar solução confiável no dia a dia.

A preferência por soluções internas

Há uma mudança estrutural na leitura do clube para a posição. Quando Piquerez se machucou, o Palmeiras passou a tratar Jefté como primeira opção para a vaga. Mesmo com Jefté também lesionado, o clube já trabalhava com o jovem Arthur como alternativa emergencial. O Verdão prefere insistir em nomes já integrados ao plano atual do que rebobinar um ativo que simboliza uma aposta que não funcionou.

A situação de Caio no Grêmio reforça essa leitura. Em 2026, o jogador participou de nove dos 21 jogos do Tricolor, sendo seis como titular, sem convencer plenamente. Para o Palmeiras, pedir seu retorno agora significaria apostar de novo em um atleta que nem no clube atual conseguiu transformar empréstimo em retomada clara de valor.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.