O Palmeiras já trabalha com duas vendas grandes desenhadas para o futuro: Allan, o ativo mais pronto da base recente para o mercado europeu, e Eduardo Conceição, joia de 16 anos que já despertou propostas milionárias antes mesmo de chegar ao profissional. Os dois estão em estágios diferentes, mas o clube enxerga nos dois um potencial claro de caixa alto nos próximos ciclos.
Allan está mais perto de uma venda grande
Allan é o caso mais maduro. O atacante de 21 anos tem valor de mercado de 15 milhões de euros, contrato até dezembro de 2029 e já recebeu propostas entre 30 e 35 milhões de euros, com bônus podendo elevar o pacote. Internamente, o Palmeiras mira ainda mais alto e sinalizou ao mercado que gostaria de algo na faixa de 45 milhões de euros para abrir uma venda relevante.
Em campo, Allan é um atacante de pé esquerdo que parte principalmente pela ponta direita, mas também atua pela esquerda e por dentro. O ponto forte é o drible, a condução curta e a capacidade de quebrar marcação no um contra um. Em março, ele liderava o Palmeiras em dribles certos — o que ajuda a explicar por que o perfil é cada vez mais valorizado na Europa: ponta jovem, técnico, versátil e com impacto real no jogo.
Eduardo é joia do Palmeiras para uma venda ainda maior
Eduardo Conceição é outro tipo de ativo. Aos 16 anos, ainda não tem valor de mercado público consolidado, mas isso não impediu o assédio. O Palmeiras já recusou duas ofertas entre 20 e 25 milhões de euros, com bônus, e o entorno do jogador entende que propostas futuras podem chegar à casa de 40 milhões de euros. Ou seja: mesmo antes da estreia firme no profissional, já é tratado como joia de venda premium.

O caso exige mais paciência. Eduardo assinou primeiro contrato profissional até 2029, com multa de 100 milhões de euros, e ainda está protegido pelo regulamento da Fifa para menores, que restringe transferências internacionais antes dos 18 anos, salvo exceções específicas. Na prática, isso empurra uma saída internacional mais natural para o médio prazo — e dá ao Palmeiras tempo para valorizá-lo ainda mais.
Como cada um joga e por que valem tanto
Eduardo atua principalmente como ponta esquerda, embora seja destro. É um atacante de aceleração, arranque, ataque ao espaço e boa chegada para finalizar — menos organizador do que Allan e mais jogador de ruptura e agressão ao gol. A produção na base sustenta o valor: 13 gols em 38 jogos pelo Sub-17 em 2025 e 4 gols em 13 partidas pelo Sub-20 em 2026.
Em resumo: Allan é a venda grande mais próxima e mais pronta. Eduardo é a aposta para uma operação possivelmente ainda maior no médio prazo. O Palmeiras vê nos dois perfis diferentes de joia: um já valorizado pelo profissional, outro blindado antes de explodir de vez.