O Palmeiras pode ganhar, ainda em 2026, um reforço de caixa que nenhuma venda forçada exige: o América-MEX tem opção de compra de US$ 6,5 milhões — cerca de R$ 34 milhões — por Raphael Veiga, emprestado ao clube mexicano, com prazo até dezembro para exercer a cláusula. Se o negócio se concretizar, o Verdão recebe esse valor sem precisar abrir mão de nenhuma peça do elenco atual.
E o destino mais lógico para esse dinheiro já tem nome: Nino, do Zenit.
Por que Nino ainda não chegou — e por que julho é o plano
O Palmeiras avançou com o estafe do zagueiro, mas o Zenit não aceitou liberar o jogador nos termos propostos. Em vez de forçar uma solução alternativa na janela doméstica — aberta até 27 de março apenas para atletas que disputaram estaduais — o clube optou por esperar. A estratégia é clara: não “tapar buraco” com o zagueiro errado agora para comprar o zagueiro certo em julho, quando o mercado europeu reabre com mais opções e mais liquidez.

Essa escolha tem um custo de paciência, mas também tem lógica: o Palmeiras conhece bem o elenco que tem, sabe onde quer chegar e decidiu não gastar bala na janela errada.
O que R$ 34 milhões realmente representam nessa operação
Não é dinheiro suficiente para comprar sozinho um zagueiro de elite europeu — mas não é esse o papel que o valor cumpriria. Na prática, os R$ 34 milhões do Veiga funcionariam como o que costuma destravar negociações longas: sinal, entrada, adiantamento de parcelas ou cobertura dos custos paralelos da operação. Muitas vezes, é exatamente esse tipo de “primeiro movimento financeiro” que convence o clube vendedor a aceitar o negócio.

Para o Palmeiras, que pretende chegar em julho com proposta mais robusta pelo Zenit, ter esse caixa disponível muda o peso da oferta — sem precisar vender ninguém do elenco principal para bancar.
E se o Zenit não ceder mesmo assim?
O dinheiro do Veiga não obriga o Palmeiras a fechar Nino. Se o clube russo seguir irredutível, a verba pode virar oportunidade em outro perfil de zagueiro — mercado sul-americano, opção de janela com custo menor, ou até reforço em outra posição que Abel considere mais urgente no segundo semestre.
É esse tipo de flexibilidade que separa planejamento de improviso.
O padrão que o Palmeiras repete
Estabilidade na base, venda no preço certo, chegada de impacto na janela escolhida. O Verdão não reagiu por ansiedade em março, não “comprou por comprar” na janela doméstica e manteve o foco no alvo real. Se o América acionar a cláusula do Veiga, o clube chega em julho com caixa, elenco intacto e proposta na mão.
O tabuleiro está sendo montado agora. A jogada acontece em julho.