A diretoria do Palmeiras levou um banho de água fria no mercado da bola, mas já ativou o “Plano B” com urgência máxima. Na busca por um goleiro de alto nível para disputar posição com Carlos Miguel (após a saída de Weverton para o Grêmio), o Verdão esbarrou na ambição do Coritiba, que recusou investidas astronômicas por Pedro Morisco.
Com a porta fechada no Couto Pereira, Leila Pereira e Anderson Barros viraram os canhões para a Arena da Baixada. O novo alvo é Mycael, joia de 21 anos do Athletico-PR. O problema? O Verdão corre contra o tempo para fechar o negócio antes que o Furacão assine a renovação do atleta até 2028.
A recusa do Coritiba por Pedro Morisco assustou o mercado interno, mas tem muita lógica financeira. A SAF do Coxa transformou o goleiro em seu principal ativo e já recusou propostas na casa dos 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 47 milhões).
Os paranaenses sabem que têm uma mina de ouro nas mãos. Morisco fechou 2025 com uma média absurda de apenas 0,58 gol sofrido por jogo (24 gols em 41 jogos), um índice superior ao de muitos titulares de gigantes da Série A. A mensagem do Coritiba para o Palmeiras foi clara: quem quiser tirar Morisco do Brasil terá que pagar preço de vitrine europeia.
A Corrida Contra o Relógio por Mycael

Sem Morisco, a solução atende pelo nome de Mycael. O jovem do Athletico-PR se encaixa perfeitamente no perfil exigido por Abel Ferreira: jovem, com rodagem no profissional (foram 34 jogos na temporada passada) e histórico consolidado nas Seleções de base.
A pressa palmeirense, no entanto, é justificada. O Athletico-PR já encaminhou a extensão do contrato do goleiro (que venceria em março de 2027) até o fim de 2028. A matemática do negócio é implacável:
- Se o Palmeiras comprar agora: Negocia com mais margem de barganha.
- Se o Athletico assinar a renovação: O preço dispara, a multa sobe e o Furacão ganha o poder de “sentar em cima” do contrato.
O Novo Cenário do Gol no Palmeiras
A baliza do Palmeiras vive uma transição que exige cuidado. Carlos Miguel assumiu a bronca e virou o “cara da posição” em 2026, mas o clube sabe que não pode depender apenas dele e do veterano Marcelo Lomba. O Verdão procura um “projeto de goleiro” para o médio prazo. Alguém que não venha apenas para compor o banco, mas que entregue competição interna, potencial de revenda e mantenha a baliza alviverde no padrão de “time campeão” pelos próximos cinco anos.