Se o Liverpool quiser levar a principal joia do meio-campo do Palmeiras, vai ter que abrir o cofre de verdade. O Verdão definiu uma “etiqueta de preço” pesadíssima para sequer sentar à mesa de negociações por Allan: a régua começa em R$ 247 milhões. Nos bastidores da Academia de Futebol, a diretoria trata os rumores ingleses com frieza. Até o momento, o clube não recebeu nenhuma oferta oficial do Liverpool, tratando o caso apenas como monitoramento. O recado de Leila Pereira e Anderson Barros é claro: o Verdão não tem pressa e o assunto só deve esquentar na janela do meio do ano.
A Régua Subiu: O “Não” aos Europeus
A pedida de R$ 247 milhões não é um chute no escuro, é coerência de mercado. O Palmeiras já deixou claro que não vai entregar seu maior ativo por qualquer valor. Para entender a exigência, basta olhar o histórico recente desta mesma janela:
- O Palmeiras recusou uma oferta brutal do Napoli de € 35 milhões + € 5 milhões em bônus (cerca de R$ 250 milhões no total, dependendo das metas).
- Também disse “não” ao Zenit, que ofereceu € 20 milhões + bônus.
A lógica interna é simples: se o clube negou um pacote de quase € 40 milhões da Itália, um gigante da Premier League como o Liverpool terá que pagar um valor fixo muito superior para tirar o atleta de São Paulo.
O “Timing” Perfeito do Palmeiras: Por Que Esperar Julho?
O Palmeiras não quer vender Allan agora, e empurrar qualquer conversa para o meio da temporada tem motivos estratégicos:
- Vitrine e Campo: Allan fica para jogar a fase de grupos da Libertadores e o início do Brasileirão, garantindo retorno esportivo imediato.
- A Janela de Verão: Em julho, o mercado europeu abre sua principal janela. Os clubes da Inglaterra montam seus orçamentos trilionários para a temporada 2026/27 e têm muito mais dinheiro (e desespero) para pagar o que o Palmeiras pede.
- Contrato Blindado: O jogador tem vínculo até dezembro de 2029. O relógio joga a favor do Alviverde.
A postura do Palmeiras no Caso Allan é uma aula de gestão para o resto do Brasil. Historicamente, os clubes sul-americanos entram em pânico e vendem suas estrelas no primeiro aceno de um time da Premier League. O Verdão fez o caminho inverso: blindou o atleta com um contrato longo e assumiu o controle da narrativa.