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Palmeiras recebe oferta de R$ 185 milhões do Catar e crava futuro de Vitor Roque

O Palmeiras provou mais uma vez que mudou de patamar financeiro. O clube recebeu sondagens que sinalizavam uma oferta de R$ 185 milhões (cerca de € 30 a € 35 milhões) do futebol do Catar pelo atacante Vitor Roque, mas a resposta foi imediata: negócio recusado.

Para a diretoria de Leila Pereira e para o estafe do jogador, o Oriente Médio está “fora de rota”. O Verdão não fez o maior investimento da história do futebol brasileiro (€ 25,5 milhões) para revender a joia na primeira janela por um lucro marginal. O plano é muito maior.

Por Que R$ 185 Milhões é “Pouco”?

Pode parecer loucura para outros clubes brasileiros, mas para o Palmeiras, esse valor não compensa.

  1. O Investimento: O clube pagou caríssimo para ter 80% do atleta. Vender por € 30 milhões agora seria praticamente “empatar” o dinheiro (descontando impostos e comissões). O Palmeiras quer lucro real.
  2. O Projeto Esportivo: Vitor Roque não é um ativo para girar caixa; ele é o camisa 9 que Abel Ferreira pediu por anos. Ele é peça central para ganhar a Libertadores e o Brasileirão de 2026.

O Alvo é a Inglaterra (e € 50 Milhões)

O empresário André Cury já havia adiantado: o foco é a elite da Europa. O Palmeiras trabalha com um valuation muito superior. O objetivo é uma venda futura para a Premier League (Inglaterra) ou La Liga (Espanha) por valores na casa dos € 50 milhões (quase R$ 300 milhões). O CIES Football Observatory avalia o potencial do atleta em até € 85 milhões. Ou seja, aceitar o dinheiro do Catar agora seria “queimar” um ativo de ouro.

Europa “Puxa”, Catar “Desvia”

Para Vitor Roque, ir para o Catar agora seria um desvio na carreira e no sonho de Seleção Brasileira. O Palmeiras sabe disso e usa a ambição do jogador a seu favor. O “Tigrinho” fica, joga, valoriza e, quando sair, será para quebrar recordes de transferência, não para se esconder no deserto.

Análise Moon BH: O Palmeiras Dá as Cartas

Essa recusa é um atestado de poder. Antigamente, qualquer R$ 100 milhões levava nosso melhor jogador. Hoje, o Palmeiras olha para R$ 185 milhões e diz: “Não, obrigado. Ele vale mais”.

A gestão financeira impecável permite que o clube priorize o campo. Vitor Roque é a esperança de gols em 2026. Vender agora seria desmontar o time por um dinheiro que não faz falta no fluxo de caixa imediato. O Palmeiras não é balcão de negócios; é uma potência esportiva que só vende quando quer e pelo preço que estipula. O recado para o mercado foi dado: quer levar o 9 do Verdão? Traga o PIB de um país pequeno ou nem bata na porta.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.