O Palmeiras prepara o movimento mais ousado da era Leila Pereira. A diretoria trabalha em duas frentes simultâneas para fechar um pacote de reforços que mudaria o patamar do futebol sul-americano: o zagueiro Nino (Zenit) e o meia-atacante Jhon Arias (Wolverhampton). Mas o sonho tem um preço, e ele é astronômico. Somando as taxas de transferência, comissões e luvas, a operação “Dupla de Ouro” pode custar aos cofres alviverdes até R$ 278 milhões. Para a conta fechar, o Verdão já sabe que precisará sacrificar peças importantes do elenco atual.
A Conta do “Supertime” do Palmeiras: Onde vai o Dinheiro?
A matemática é fria. O Palmeiras não está buscando apostas, está comprando certezas.
- Jhon Arias: Oferta de € 25 milhões na mesa.
- Nino: Zenit pede cerca de € 12 milhões.
- O “Por Fora”: Somando comissões, impostos e luvas, o pacote total salta de € 37 milhões para uma faixa entre € 41 e € 45 milhões. Na cotação atual (R$ 6,17), estamos falando de um investimento entre R$ 253 milhões e R$ 278 milhões. É dinheiro de nível europeu.
Quem Sai para Bancar a Festa?
O Palmeiras tem saúde financeira, mas precisa de fluxo de caixa para um desembolso desse tamanho. A diretoria tem três cartas na manga para equilibrar a balança:

- A “Venda Média” (Agustín Giay): O lateral é avaliado em cerca de € 11 milhões (R$ 67,9 milhões). Sua saída ajudaria, mas não pagaria a conta sozinha.
- O “Sacrifício de Luxo” (Flaco López): É o ativo mais valioso. O Palmeiras tem resistido a vender, recusando ofertas de R$ 248 milhões. Porém, se a Europa chegar no valor da multa, a saída do artilheiro financiaria todo o pacote Nino + Arias de uma só vez.
- O “Troco” (Jhon Jhon): A venda da cria para o Zenit já rendeu cerca de R$ 23 milhões (pelos 20%), um dinheiro que já entra na conta da “operação reforços”.
O Relógio Corre
O Palmeiras tem pressa. No caso de Arias, o Fluminense tem prazo para cobrir a oferta (que vence nas próximas horas). No caso de Nino, o Zenit faz jogo duro. Leila Pereira está disposta a pagar, mas a engenharia financeira depende de vender bem para comprar melhor ainda.
Se o Palmeiras fechar essa dupla operação, é o maior statement de poder do futebol brasileiro em anos. Trazer Nino e Arias “numa tacada só” resolve os dois maiores problemas do time (zaga e criação) com jogadores de elite.
Mas a conta de R$ 278 milhões exige responsabilidade. O cenário mais realista para viabilizar isso sem implodir o caixa é uma combinação: fechar Arias (a prioridade), tentar parcelar Nino e, inevitavelmente, aceitar uma venda dolorosa. Pode ser que a torcida tenha que se despedir de Flaco López ou de uma promessa como Giay para ver o “supertime” nascer. É a lei do mercado: para ter os melhores, às vezes é preciso vender os bons.