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Nino aceita Palmeiras, mas Zenit exige R$ 62 milhões e Verdão envia emissário para “guerra”

O Palmeiras não está para brincadeira. A diretoria alviverde avançou casas importantes na contratação de Nino e já tem um alinhamento com o estafe do jogador. O campeão da Libertadores quer voltar ao Brasil e o projeto do Verdão agradou. Porém, faltava combinar com os russos. O Zenit endureceu o jogo e estabeleceu um preço salgado para liberar o defensor: € 10 milhões (cerca de R$ 62 milhões).

Para tentar quebrar essa barreira, o Palmeiras partiu para o “corpo a corpo” e enviou um emissário diretamente aos Emirados Árabes, onde o clube russo faz pré-temporada.

Operação Emirados: O Tudo ou Nada no Palmeiras

A estratégia de mandar um representante oficial para o Oriente Médio tem um objetivo claro: eliminar ruídos e pressionar o Zenit presencialmente.

  • O Alvo: Nino, 28 anos, ex-Fluminense.
  • A Resistência: O Zenit não tem urgência de vender (contrato até 2028) e pede entre € 8 e € 10 milhões.
  • O Trunfo: O “sim” do jogador. Nino já sinalizou positivamente para o Palmeiras, o que dá força ao Verdão na mesa de negociação.

O Relógio Russo e o Plano B

Foto: reprodução – Zenit

Há uma corrida contra o tempo duplo. A janela na Rússia fecha dia 19 de fevereiro, o que dá ao Zenit pouquíssima margem para buscar um substituto. Já a janela brasileira vai até 3 de março. Se o Zenit bater o pé e não liberar agora, o Palmeiras trabalha com um “Plano B”: fechar a compra agora, mas receber o jogador apenas no meio do ano. A prioridade, no entanto, é entregar o reforço para Abel Ferreira “para ontem”.

Em Ritmo de Jogo (e de Gol)

Diferente de outras apostas, Nino chegaria voando. Ele é titular absoluto e, inclusive, marcou um gol de cabeça nesta semana em amistoso contra o Dynamo Moscou. Isso reforça o desejo de Abel: o técnico não quer uma aposta para compor elenco, quer um líder pronto para formar uma dupla de zaga “intransponível” ao lado de Gustavo Gómez.

Se o Palmeiras pagar o que o Zenit pede, não será apenas uma contratação, será uma declaração de força. Tirar Nino da Europa (e da concorrência do Fluminense) por R$ 62 milhões é um movimento de quem quer ganhar a Libertadores novamente.

Nino entrega o que o mercado brasileiro quase não oferece: liderança, auge físico e leitura de jogo elite. O preço é alto? Sim. Mas para um time que quer sustentar linha alta e controlar jogos grandes, zagueiro “mais ou menos” sai mais caro na hora do erro. Se o emissário voltar dos Emirados com o contrato assinado, o Palmeiras resolve seu sistema defensivo pelos próximos três anos. A aposta é alta, mas a recompensa técnica é garantida.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.